Reservas de petróleo em França vão regressar a Portugal
O Governo anunciou hoje que vai gastar 60 milhões em mais capacidade de armazenamento para trazer para Portugal as reservas de petróleo nacionais que estão em França.
“Esta questão de termos um décimo das reservas em França. É uma situação preferível ter fisicamente em território nacional, mas temos segurança energética. Vamos avançar, é uma obra que leva de quatro a cinco anos”, disse esta quinta-feira, 24 de setembro, a ministra do Ambiente e da Energia.
Depois de a Galp encerrar a refinaria de Matosinhos em 2021, a capacidade de armazenamento de crude e de combustíveis, foi reduzida em um terço.
Como consequência, “a própria Galp transmitiu à ENSE não ter capacidade de continuar contrato de armazenamento de combustível na sequência do encerramento da refinaria de Matosinhos. Foi por isso que Portugal foi obrigado a enviar parte das suas reservas para França”, segundo Maria da Graça Carvalho.
Um regresso a Portugal demoraria “duas a três semanas”, segundo a ministra. “Primeiro, seriam utilizadas as reservas armazenadas em território português e só depois as que estão fora” que são “menos de um décimo da nossa reserva”, no total de 132 mil toneladas.
“Este crude é propriedade do Estado português, pode ser mobilizado a qualquer momento por decisão do Governo. Portugal armazenou em França uma parte das suas reservas porque não havia capacidade de armazenamento em Portugal”, acrescentou no briefing do Conselho de Ministros.
E acrescentou que o país dispõe de 92 dias de reservas de combustíveis líquidos, acima do nível de referência que é 90 dias.
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