Vitória SC e Chaves trocam relvado por ‘lição’ dos alunos transmontanos
Cinco turmas da Escola Secundária Fernão Magalhães viram hoje as suas aulas da tarde interrompidas por jogadores do Desportivo de Chaves e do Vitória SC que, sem aviso prévio, irromperam pelas salas com as mascotes dos dois clubes.
Apesar da timidez inicial, muitos foram os alunos que quiseram questionar os futebolistas sobre a sua carreira, dificuldades, sentimentos, jogadores ‘famosos’ com quem já partilharam o balneário, entre outras curiosidades, a par de inúmeros pedidos de fotografias e autógrafos.
Gabriel Teixeira, de 13 anos, não só ganhou coragem para fazer perguntas aos jogadores como conseguiu ter a bola que usa para jogar na escola autografada.
“Fiquei surpreendido [com a vinda dos jogadores], achei muito bem, porque é uma boa iniciativa, e também gostei das assinaturas”, frisou o aluno do oitavo ano.
O colega Dinis Teixeira também gostou da surpresa e revelou que o futebol, para si, “é tudo”.
“[Foi] agradável, gostei muito. [O futebol] é tudo, praticamente, primeiro a família e, depois, o futebol”, afirmou.
Já Mariana Almeida ficou especialmente agradada com a presença de Samu Silva, revelando à Lusa que sonha ser como o capitão vitoriano.
“Gostei muito, não estava à espera e fiquei muito feliz. [O futebol] significa muito, tenho um primo que já jogou com o Samu, gosto muito dele e quero ser como ele quando for grande”, afiançou.
Para esta ávida consumidora de futebol, de 13 anos, “o drible, a visão de jogo e o remate” são as qualidades que mais admira num jogador.
No rescaldo da visita surpresa ao ‘liceu’ da cidade transmontana, Samu enalteceu a calorosa receção dos alunos flavienses.
“A receção foi muito boa, espetacular. Gosto muito desta dinâmica, também já fui criança, já tive sonhos, perguntas, já estou um pouco habituado, mas é sempre muito interessante e gosto muito deste tipo de situações”, frisou o jogador.
Para o médio, descrever o sentimento de jogar um dérbi e revelar dificuldades da vida de futebolista estiveram entre as perguntas mais difíceis dos jovens estudantes.
Samu destacou, ainda, a boa relação entre Desportivo de Chaves e Vitória de Guimarães, clubes “de duas cidades que vivem muito o futebol da sua terra”, o que considera “muito positivo para o futebol português”, tornando esta iniciativa “ainda mais importante”.
Também Ricardo Alves, capitão dos transmontanos, enalteceu o simbolismo da visita, inserida nas comemorações do 77.º aniversário do Desportivo de Chaves.
“Acho que é sempre importante convivermos com este tipo de realidades, também já fomos alunos, também temos filhos e é importante haver este contacto mais próximo [para] não passar a ideia que os jogadores de futebol têm uma posição mais distante. Estamos inseridos na cidade, vivemos cá, os nossos filhos estudam cá e, por isso, acho super importante os miúdos conviverem com os jogadores”, reiterou.
A visita à escola transmontana decorreu no âmbito da iniciativa ‘Conquistadores on Tour’, na qual o Vitória de Guimarães defronta equipas de escalões inferiores nos seus redutos, numa lista que já inclui nove adversários dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto e Viseu.
O 10.º oponente será o Desportivo de Chaves, que irá receber os vitorianos na sexta-feira, no Estádio Municipal Engenheiro Manuel Branco Teixeira, para uma partida amigável, de cariz solidário, agendada para as 19:30.
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