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Wall Street fecha mista com Dow em baixa e Nasdaq estável, enquanto petróleo sobe com tensões EUA-Irão

Wall Street fecha mista com Dow em baixa e Nasdaq estável, enquanto petróleo sobe com tensões EUA-Irão

Os principais índices de Wall Street terminaram a sessão de quinta-feira de forma mista, com o Dow Jones a cair 0,31% e o S&P 500 a fechar praticamente inalterado, enquanto o Nasdaq Composite registou um ligeiro avanço.
As bolsas conseguiram recuperar de perdas mais pesadas graças a notícias de um possível alívio geopolítico. Segundo a Reuters, que citou fontes anónimas, negociadores norte-americanos e iranianos em Nova Iorque estão a avaliar um acordo para travar, de forma faseada, o conflito no Médio Oriente. O plano prevê que o Irão reabra o Estreito de Ormuz em troca do fim das sanções económicas impostas pelos EUA. Apesar de este cenário ter animado os investidores, os ganhos em Wall Street acabaram por ser travados pelo disparo de 4% no preço do petróleo e pela subida dos juros da dívida pública dos EUA a longo prazo, que atingiram máximos de mais de duas décadas.
O Dow Jones Industrial Average perdeu 161,61 pontos, ou 0,31%, para 51.349,98. O S&P 500 cedeu 1,90 pontos, ou 0,02%, para 7.704,13. O Nasdaq Composite avançou 3,33 pontos, ou 0,01%, para 26.939,37.
Os investidores acompanharam ainda o encontro em curso entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping. Os dois países acordaram prorrogar a trégua comercial por mais dois meses, até 10 de janeiro, deixando a concorrência em inteligência artificial, a guerra no Irão e as matérias-primas críticas como os principais temas da agenda. A reunião é vista como um fator de estabilização adicional para os mercados, embora os efeitos práticos continuem por confirmar.
O petróleo manteve-se no centro das atenções. O Brent negociava perto dos 107 dólares por barril e o WTI em torno dos 95 dólares, sustentados pelos riscos de fornecimento associados ao conflito no Médio Oriente e às restrições no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial. Empresas do setor energético, como ExxonMobil e Chevron, registaram ganhos, beneficiando da subida dos preços do crude.
Os investidores acompanharam também a evolução das yields dos Treasuries, que pressionaram os setores mais sensíveis às taxas de juro. A sessão foi marcada por várias reversões, com os índices a recuperarem das mínimas depois das notícias sobre as conversações EUA-Irão, mas sem conseguir ultrapassar a resistência criada pelo petróleo em alta e pelas yields elevadas.
O conflito entre Washington e Teerão continua a ser o principal fator de incerteza nos mercados. Qualquer sinal de progresso diplomático tende a reduzir o prémio de risco geopolítico, mas a persistência das disrupções no Médio Oriente e a pressão inflacionista resultante dos preços da energia mantêm os investidores cautelosos.

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