A carregar agora

Montenegro ‘goes to Wall Street’ e a Defesa que traz o défice. Veja o “Semanário” do JE

Montenegro ‘goes to Wall Street’ e a Defesa que traz o défice. Veja o “Semanário” do JE

18 de setembro: Trump contra a UE e os media… 
Enquanto o Parlamento português discutia o custo de vida e o aumento dos preços, com o Governo a avisar a oposição que reduções do IVA podem ameaçar a responsabilidade orçamental, lá por fora, as atenções estavam concentradas em Trump, em várias dimensões. Primeiro, na forma como o presidente dos EUA reagiu à entrada do Canadá como “membro associado” da UE, com a ameaça de imposições de sanções e tarifas severas contra a União Europeia. No plano mediático, Trump baniu grandes órgãos de comunicação social como a CNN, Politico e MS Now das instalações da Casa Branca. “Notícias falsas”, alega o líder dos EUA.

19 de setembro: … e a abraçar a Gronelândia
 

Após meses de especulação e de insinuações da Casa Branca no sentido de garantir um maior controlo da maior ilha do mundo, este sábado ficou marcado pela obtenção de um acordo estratégico sobre a Gronelândia. A Dinamarca e o governo autónomo da Gronelândia aceitaram os termos de um novo pacto de segurança com os EUA e assim, Washington garante o controlo permanente e reforçado da segurança na região do Ártico e no Norte do Atlântico. Enquanto Trump chegava ao gelo, Montenegro realçou que “vale a pena ir contra a maré” para falar de reformas estruturais.

20 de setembro: Atenção ao défice, avisa o Governo
 

Com o Orçamento do Estado à porta, o Governo dramatiza o tom em torno do rigor orçamental. Desta vez, foi Joaquim Miranda Sarmento, ministro das Finanças, a alertar os partidos da oposição que a descida do IVA nos combustíveis e nos bens alimentares e essenciais colocaria Portugal em situação de défice. Lá fora, continua a aproximação que causa tanta irritação nos EUA: Macron apoiou publicamente a proposta de von der Leyen de tornar o Canadá “membro associado” da União Europeia. O encontro entre o presidente francês e o primeiro-ministro canadiano Mark Carney visou reforçar as parcerias de defesa, soberania no Ártico e cooperação energética face às tensões com os EUA.

21 de setembro: Justiça contraria Casa Branca
 

Três dias depois da decisão de Trump, a reação dos media: os repórteres da CNN, MS Now e Politico foram impedidos de aceder aos seus espaços de trabalho na Casa Branca e impedidos de utilizar os seus equipamentos neste espaço. Perante esta proibição, os órgãos de comunicação social avançaram com uma ação judicial ao abrigo da Primeira Emenda que protege, entre outras, a liberdade de imprensa e de comunicação contra a interferência do Governo. Três dias depois, chegava a decisão da justiça norte-americana a garantir que a Casa Branca “violou os direitos constitucionais”.

22 de setembro: Montenegro ‘goes to Wall Street’
 

O chefe de Governo discursou na Bolsa de Nova Iorque durante a sua viagem oficial aos EUA: deu duas garantias e fez um apelo, para norte-americano ver. Garantiu que Portugal vai ter um excedente orçamental e que terá um crescimento acima da média europeia. Por fim, apelou a um reforço do investimento norte-americano. As contas do Estado deram-lhe razão: o país fechou o primeiro semestre do ano com um excedente orçamental de 0,5% do PIB (803 milhões de euros) e inverteu o défice do primeiro trimestre.

23 de setembro: Escassez? Qual escassez?

Em França, noticia-se que já se vive uma situação de escassez de combustíveis em muitos postos de retalho: um quinto dos postos do país já tinha esgotado o stock de pelo menos um combustível rodoviário. E em Portugal? Nesse aspeto, Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente e Energia, assegurou que Portugal “está muito bem” no que toca às reservas estratégicas de combustível e sendo assim, afasta cenários de escassez. Apesar das garantias, a governante voltou a reiterar o apelo ao consumo consciente e à poupança de combustível.

24 de setembro: Um défice à Defesa
 

Vem aí mais crescimento, mais inflação e ainda um regresso aos défices em 2027. O Conselho de Finanças Públicas atualizou as projeções macroeconómicas e há um aspeto a reter: a política europeia de rearmamento e prioridade à defesa de gastos militares vai provocar saldos negativos, sobretudo a partir de 2029. “A entrega de material militar, adquirido ao abrigo do SAFE, deverá agravar o défice orçamental para 1,0% e 1,7% do PIB em 2029 e 2030, respetivamente”, projeta o Conselho.

Share this content:

Publicar comentário