Montenegro diz que desafio “já não é apenas trazer mais turistas, é gerar mais lucros”
Luís Montenegro acredita que o setor do turismo em Portugal entrou numa fase de mais madura, mas também por isso mais exigente. “O desafio já não é apenas trazer mais turistas. É gerar mais lucro”, afirmou o primeiro-ministro, numa mensagem enviada na VII Cimeira do Turismo Português, que decorre esta segunda-feira, 28 de setembro.
Os proveitos totais do turismo atingiram os 923,7 milhões de euros em julho, o que significou tanto um crescimento homólogo, como em relação a junho de 4,9%. Já os proveitos de aposento observaram também um aumento de 4,9% para 734,4 milhões de euros e de 4,8% face ao mês anterior. “Os números mostram que estamos no caminho certo. Só que é preciso reforçar esta tendência”, referiu.
No entanto, o primeiro-ministro rejeita a ideia de “um processo de massificação sem critério”, assumindo quer um crescimento sustentável, com mais receitas dos visitantes, mas que gere melhor emprego e maior benefício para as comunidades.
“Temos também de aprender com o que aconteceu noutros destinos que cresceram demasiado depressa e conheceram depois os custos desse crescimento. Portugal afirma-se como um dos destinos mais atrativos do mundo e a nossa convicção está mesmo provada num contexto geopolítico desafiante”, salientou, acrescentando que este cenário representa mais oportunidades para o país.
Como tal, reiterou que a estabilidade política, económica e financeira, a segurança e localização, colocam Portugal numa posição que deve saber aproveitar. “Temos uma política fiscal e de rendimentos focada na atração e na retenção do talento, na promoção do mérito, no investimento. O turismo precisa de mais profissionais qualificados e de melhores oportunidades de progressão de carreira”, realçou.
Uma outra prioridade do Governo é combater a burocracia e também focado em ultrapassar as dificuldades operacionais no controlo das fronteiras, mantendo ao mesmo tempo o compromisso de “garantir um Portugal seguro, mas também pujante do ponto de vista económico e do setor do turismo”.
“Estamos, por isso, muito concentrados em cumprir os prazos também dos grandes projetos de modernização das infraestruturas e, desde logo, o novo aeroporto de Lisboa. Sabemos que a integração da TAP num grupo de maior dimensão será também uma garantia importante para preservar e reforçar as nossas rotas estratégicas”, afirmou.
Share this content:



Publicar comentário