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ANSF regista redução de 16,7% nos acidentes ferroviários em 2025, mas passagens de nível preocupam

ANSF regista redução de 16,7% nos acidentes ferroviários em 2025, mas passagens de nível preocupam

O número de acidentes significativos na ferrovia portuguesa caiu 16,7% em 2025, para 25 ocorrências, o valor mais baixo dos últimos cinco anos, segundo o Relatório Anual de Segurança Ferroviária da Autoridade Nacional de Segurança Ferroviária (ANSF), integrada no Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT).
A evolução positiva refletiu-se também na redução do número de vítimas: 14 mortos em 2025, menos seis do que no ano anterior, e seis feridos graves, menos dois face a 2024. Destaca-se ainda a diminuição dos acidentes com pessoas colhidas por material circulante, que passaram de 20 para nove, e das ultrapassagens de sinal fechado (SPAD), que baixaram de 26 para 21.
Apesar da melhoria global, os acidentes em passagens de nível aumentaram de cinco para 11 entre 2024 e 2025, mantendo-se como principal ponto de preocupação da ANSF. O regulador sublinha que a supressão destas passagens continua a ser a medida mais eficaz para eliminar este tipo de sinistralidade, mas reconhece que a sua concretização é condicionada pela complexidade técnica e pelos elevados investimentos necessários.
Neste contexto, a ANSF tem promovido uma estratégia assente na supressão e automatização de passagens de nível, na modernização dos sistemas de proteção e na melhoria da sinalização e visibilidade, complementada por ações de sensibilização aos utilizadores e medidas específicas nos locais de maior risco. O relatório enfatiza que a redução sustentada dos acidentes depende não só da melhoria contínua da infraestrutura, mas também da adoção de comportamentos seguros por parte de todos os utilizadores da rede.
O documento identifica ainda um aumento dos precursores de acidentes, como deformações de via e carris partidos, que totalizaram 120 ocorrências em 2025. Para mitigar estes riscos, foram realizadas 45 ações de supervisão, das quais resultaram 69 medidas corretivas.
Com 2.525 quilómetros de linha, dos quais 71% eletrificados e 74% equipados com sistemas automáticos de proteção de comboios, a Rede Ferroviária Nacional tem registado uma modernização tecnológica que, segundo o IMT, tem contribuído decisivamente para a melhoria dos indicadores de segurança. “Os resultados de 2025 demonstram que o investimento em segurança ferroviária está a produzir resultados concretos e positivos”, afirmou João Jesus Caetano, presidente do IMT, alertando, porém, que “a situação nas passagens de nível exige atenção redobrada e uma resposta coordenada de todos os stakeholders”.
O Relatório Anual de Segurança Ferroviária 2025 está disponível no site do IMT.

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