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Anthropic reportou prejuízo de 42 mil milhões de dólares em 2025

Anthropic reportou prejuízo de 42 mil milhões de dólares em 2025

A Anthropic reportou uma perda líquida de 42 mil milhões de dólares (37 mil milhões de euros) em 2025, avançou a agência noticiosa Reuters na segunda-feira 28 de setembro. No ano anterior a detentora do modelo de linguagem Claude viu a sua receita subir 12 vezes para quase 4,6 mil milhões de dólares (quatro mil milhões de euros). O prejuízo operacional ficou acima dos oito mil milhões de dólares (sete mil milhões de euros).
A empresa no seu prospeto para entrada em bolsa referiu que espera uma avaliação superior a dois biliões de dólares (1,7 biliões de euros), face à sua atual avaliação de 965 mil milhões de dólares (850 mil milhões de euros), que a torna a não cotada mais valiosa do mundo, à frente da OpenAI que detém o ChatGPT. A se confirmar este valor seria a maior entrada em bolsa de sempre ultrapassando os 1,7 biliões de dólares (1,5 biliões de euros) da SpaceX alcançados a 12 de junho de 2026.
No prospeto, que foi transcrito pelo Investing, verifica-se que ao nível de gastos a Anthropic alocou 7,3 mil milhões de dólares (6,4 mil milhões de euros) para computação e infraestruturas, em 2025, três vezes mais face a 2024, e prevê um gasto de 518 mil milhões de dólares (456,4 mil milhões de euros) em obrigações com cloud (ou nuvem), computação e infraestruturas no próximo ano.
A empresa referiu ainda que quase um quarto (25%) da sua receita vem de dois clientes.
A detentora do Claude vai fazer a estreia em bolsa no Nasdaq, como avançou a 13 de setembro o Business Insider, e tem outubro como o mês alvo para a estreia em bolsa.
A empresa confirmou oficialmente, a 1 de junho, junto do regulador dos mercados norte-americano (SEC) a sua intenção de entrar em bolsa. Contudo salientou que estaria dependente das “condições de mercados e de outros fatores”. Em março a Bloomberg já avançava que a entrada em bolsa poderia ocorrer em outubro, no melhor cenário.
Em junho foi noticiado que a empresa escolheu os bancos Goldman Sachs e o Morgan Stanley para liderar a sua oferta pública inicial (IPO), que é o processo de entrada em bolsa, avançou a agência noticiosa Bloomberg. Na operação vai participar também o JP Morgan Chase.

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