China pede ao Japão que retifique posição sobre Taiwan para superar crise bilateral
O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, pediu ao Japão que “corrija o mais rapidamente possível as suas palavras e ações erradas” sobre Taiwan, num encontro em Pequim com o antigo chefe da diplomacia japonesa Takeshi Iwaya.
Iwaya, presidente da Associação Japonesa para a Promoção do Comércio Internacional, visita a China à frente de uma delegação empresarial.
Wang manifestou, na segunda-feira, o desejo de que a associação incentive Tóquio a “tomar a decisão correta”, numa referência indireta às declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, que afirmou, em novembro de 2025, que um eventual ataque chinês contra Taiwan poderia ameaçar a sobrevivência do Japão e justificar uma intervenção das Forças de Autodefesa.
As declarações provocaram um agravamento das relações entre os dois países.
“As relações bilaterais atravessam novamente uma situação grave e precisam de regressar à normalidade”, afirmou Wang, de acordo com um comunicado do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.
O chefe da diplomacia chinesa afirmou que é “urgente” o Japão corrigir as suas palavras e ações sobre Taiwan, ilha com um governo autónomo cuja soberania é reivindicada por Pequim.
Wang destacou ainda a associação como uma das organizações civis que, desde a fundação, têm trabalhado para promover a amizade entre a China e o Japão.
Iwaya afirmou que a atual situação das relações entre Japão e China é “motivo de preocupação” e que a associação continuará a trabalhar para que os laços bilaterais regressem ao “espírito original”, segundo o comunicado chinês.
A delegação, composta por cerca de 50 pessoas, incluindo dirigentes empresariais, partiu no domingo para a China, visando contribuir para a recuperação das relações com o país vizinho.
“É importante encontrar uma forma de melhorar [as relações] através do diálogo, sobretudo quando atravessam um momento difícil”, afirmou Iwaya aos jornalistas no aeroporto, antes da partida.
Na sequência das declarações de Takaichi, no final de 2025, Pequim adotou várias medidas contra o Japão, incluindo restrições às exportações de produtos de dupla utilização e minerais críticos, e recomendou aos cidadãos chineses que evitassem viajar para o arquipélago.
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