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Grupo Casais arranca construção de 75 habitações de arrendamento acessível em Guimarães

Grupo Casais arranca construção de 75 habitações de arrendamento acessível em Guimarães

O Grupo Casais lançou esta terça-feira a primeira pedra de um projeto de 75 fogos destinados a arrendamento acessível, no Lugar de Mataduços, em Guimarães, uma empreitada com prazo de execução de 359 dias.
Segundo o grupo construtor, com sede em Braga, o novo edifício vai desenvolver-se ao longo de cinco pisos e é composto por 75 frações concebidas segundo princípios de modularidade: 34 T1, 30 T2, 10 T3 e um T4.
O projeto, a cargo da Casais Construction, insere-se no âmbito do programa “1.º Direito – Programa de Apoio ao Acesso à Habitação”, foi hoje assinalado com uma cerimónia.
Todas as habitações terão iluminação e ventilação naturais e um lugar de estacionamento privativo. No interior, as unidades partilham acabamentos duráveis, com tetos em betão à vista com vigas de madeira, integrando as zonas de cozinha, refeições e sala, refere o comunicado.
Citado na nota, o CEO do Grupo Casais, António Carlos Rodrigues, afirma que o projeto “reflete na perfeição a visão de que é possível construir melhor e de forma mais célere, focando sempre no bem-estar das pessoas”.
“A adoção de uma estrutura híbrida e da pré-fabricação ‘off-site’ não só nos permite ser mais eficientes, como reduz significativamente a nossa pegada carbónica. Estamos muito orgulhosos por contribuir para o aumento da oferta de habitação a custos acessíveis em Guimarães”, sustenta.
A empreitada assenta numa estrutura híbrida de madeira e betão, solução que, segundo o grupo, permite reduzir em cerca de 40% a aplicação de betão face ao método tradicional e contribuir para o armazenamento de carbono ao longo do ciclo de vida do edifício.
Segundo o comunicado, a pré-fabricação ‘off-site’ traduz-se, de acordo com a empresa, numa diminuição de 70% na geração de resíduos e numa redução do ruído superior a 50% no estaleiro. O projeto é desenvolvido e monitorizado com recurso à metodologia BIM.
Alinhado com as metas de eficiência energética do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o projeto tem pré-avaliação LiderA com classe A e prevê a incorporação de 38,43% de materiais reciclados, com 50% de materiais reutilizáveis no final de vida do edifício.
A construtora explica ainda que o conforto térmico e acústico é assegurado através de isolamento contínuo, portas de segurança acústicas e caixilharia em PVC com vidro duplo.
Em paralelo, o Grupo Casais está a desenvolver o Minho Innovation and Technology Hub, em Azurém, igualmente orientado para soluções de habitação sustentáveis e integrando uma comunidade de energia.

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