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PSI fecha em queda pressionado pela Galp e Mota-Engil. BCP contraria tendência com upgrade do Goldman Sachs

PSI fecha em queda pressionado pela Galp e Mota-Engil. BCP contraria tendência com upgrade do Goldman Sachs

O índice PSI encerrou a sessão desta terça-feira, 29 de setembro, nos 9.666,08 pontos, uma desvalorização de 0,48% (-46,27 pontos), num dia maioritariamente negativo para as bolsas europeias. O sentimento de cautela foi transversal à maioria dos setores, com os investidores a digerirem a escalada das tensões geopolíticas no Médio Oriente e a persistente subida dos yields das obrigações.
As maiores descidas foram protagonizadas pela Galp Energia, que recuou 1,83% para 22,50 euros, penalizada pela correção dos preços do petróleo no mercado internacional, e pela Mota-Engil, que cedeu 1,81% para 5,155 euros. A Semapa também esteve entre as mais castigadas, com uma queda de 0,97% para 20,40 euros, seguida da EDP (-0,87% para 4,778 euros) e da Altri (-0,95% para 4,680 euros).
Já o BCP lidera ganhos impulsionado pelo Goldman Sachs. As ações do BCP avançaram 1,03% para 1,2220 euros contrariando a tendência geral do mercado.
O banco liderado por Miguel Maya beneficiou da revisão em alta do preço-alvo por parte do Goldman Sachs, de 1,14 euros para 1,27 euros por ação, mantendo a recomendação “Neutral”.
Depois, a Ibersol (+0,80% para 10,12 euros) e a Teixeira Duarte (+0,61% para 0,4960 euros) foram as únicas outras cotadas a fechar em terreno positivo.
Os analistas do Millennium investment banking destacam que “as bolsas europeias perderam entusiasmo junto ao fecho de mercado e muitos dos principais índices de ações acabaram por encerrar em baixa, num sentimento que atravessou a maioria dos setores. O tecnológico foi o grande destaque positivo, ao avançar mais de 2%, com as empresas ligadas à indústria de semicondutores em bom plano, um sentimento que poderá ter sido impulsionado por notas relacionadas com a potencial avaliação da Anthropic no IPO. Os preços do petróleo recuaram e podem ter dado uma ajuda. Em solo luso o BCP liderou os ganhos, num dia em que recebeu novo upgrade, desta feita por parte do Goldman Sachs”.
A Europa fechou sem direção clara. O índice EuroStoxx 50 encerrou nos 6.320,26 pontos, uma subida de 0,30%, num dia em que o Stoxx 600 caiu 0,15%.
A sessão europeia foi marcada por um sentimento de prudência, com os principais índices a apresentarem um comportamento misto. O FTSE 100 britânico recuou 0,45% para 10.636,71 pontos, o CAC 40 francês cedeu 0,53% para 8.035,87 pontos e o IBEX 35 espanhol perdeu 0,42% para 19.517,50 pontos. Em sentido contrário, o DAX alemão subiu 0,10% para 25.399,21 pontos e o FTSE MIB italiano avançou 0,09% para 51.804,94 pontos.
No mercado de matérias-primas, o petróleo WTI negociado em Nova Iorque recua 1,95% para 90,79 dólares, enquanto o Brent do Mar do Norte cedeu 1,12% para 104,10 dólares, numa sessão de correção após as recentes subidas. O ouro subiu 0,52% para 4.190,00 dólares.
No mercado obrigacionista, as yields das obrigações alemãs a 10 anos situam-se nos 3,62%, com uma variação de -2,08 pontos base. Em Portugal, o mesmo prazo apresentou uma yield de 4,04%, com um acréscimo de 0,39 pontos base. Nos EUA, o yield das Treasuries a 10 anos fixou-se nos 5,28%, registando um aumento de 4,44 pontos base, mantendo-se em máximos de quase duas décadas.
A sessão foi marcada por um ambiente de risk-off nos mercados globais, alimentado pela incerteza em torno do conflito no Médio Oriente. A rejeição, por parte do presidente dos EUA, Donald Trump, da proposta do Irão para reabrir o Estreito de Ormuz intensificou as preocupações com a oferta de crude, mantendo um prémio de risco geopolítico nos preços do petróleo.
O negociador-chefe iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse hoje que o Irão pode atacar infraestruturas no Médio Oriente caso a segurança do Irão não seja garantida referindo-se diretamente ao conflito com Washington.
Também hoje, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, afirmou esta terça-feira que aguarda resposta norte-americana após conversações indiretas realizadas por intermédio do Qatar, em Nova Iorque, com vista a alcançar um acordo que ponha fim à guerra.
Adicionalmente, os investidores aguardam com expectativa a divulgação de dados macroeconómicos importantes nos EUA, como o PCE e o relatório de emprego, que poderão influenciar as próximas decisões da Reserva Federal.

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