Alojamento turístico no Algarve cresce 5,8% em agosto e atinge 384,9 milhões de receitas
O setor do alojamento turístico na região do Algarve registou uma valorização de 5,8% em agosto de 2026 em comparação com o período homólogo, superando a média nacional e alcançando um total de 384,9 milhões de euros em proveitos totais, segundo o Turismo do Algarve.
De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a região algarvia concentrou 36,3% da totalidade dos proveitos gerados pela atividade turística em Portugal no decorrer do mês.
Durante o mês de agosto, a região contabilizou aproximadamente 770 mil hóspedes e 3,27 milhões de dormidas, registando um crescimento homólogo de 1,3% em ambos os indicadores. Este volume representa um novo máximo para o mês de agosto no período pós-pandemia.
Os hóspedes do mercado nacional registaram um aumento de 0,4%, enquanto os mercados internacionais cresceram 1,8%.
No que respeita às dormidas, as de residentes aumentaram 1,1% e as de não residentes subiram 1,4%. No acumulado dos primeiros oito meses do ano, o Algarve apresentou desempenhos superiores à média do país nos três principais indicadores do setor.
Os proveitos totais subiram 6,9% na região face a 5,1% no conjunto do país, as dormidas cresceram 1,6% contra 1,5% a nível nacional, e o número de hóspedes aumentou 2,3%, acima dos 1,8% registados em Portugal.
A acompanhar a evolução da procura, o Aeroporto de Faro contabilizou uma subida homóloga de 4,9% em agosto, marcando o sexto mês consecutivo de crescimento e acumulando um aumento de 4% no tráfego de passageiros desde o início do ano.
André Gomes, presidente do Turismo do Algarve, sublinhou a relevância dos dados apurados, afirmando que os resultados de agosto são particularmente positivos porque mostram que o Algarve continua a crescer e, sobretudo, a valorizar a sua atividade turística.
“Os resultados de agosto são particularmente positivos porque mostram que o Algarve continua a crescer, mas sobretudo a valorizar a sua atividade turística. Com 3,27 milhões de dormidas no mês, conseguimos aumentar os proveitos acima da média nacional e liderar indicadores tão relevantes como o RevPAR e o ADR. E quando olhamos para o acumulado do ano, vemos que o Algarve está a crescer acima do país em hóspedes, dormidas e proveitos. É esse crescimento sustentado, assente em mais valor para a região e para as empresas, que queremos continuar a consolidar”, afirma o presidente do Turismo do Algarve.
O responsável destacou que com 3,27 milhões de dormidas no mês foi possível aumentar os proveitos acima da média nacional e liderar indicadores de rentabilidade chave, apontando que o objetivo passa por continuar a consolidar este crescimento sustentado, assente em mais valor para a região e para as empresas.
O Algarve assumiu a liderança nacional nos principais indicadores de rentabilidade do setor durante o principal mês da época alta. O rendimento médio por quarto disponível, conhecido por RevPAR, atingiu os 180 euros, fixando o valor mais elevado do país e ficando à frente da Região Autónoma da Madeira, que registou 138,10 euros.
O rendimento médio por quarto ocupado, ou ADR, fixou-se em 225,20 euros, liderando igualmente a nível nacional, seguido pelo Alentejo com 183,20 euros e pelos Açores com 168,40 euros.
A estada média na região atingiu as 4,25 noites, o valor mais elevado de Portugal continental e apenas inferior ao da Madeira com 4,75 noites, situando-se muito acima da média nacional de 2,81 noites. No segmento dos turistas residentes, o Algarve apresentou mesmo a estada média mais elevada de todas as regiões portuguesas, com 4,20 noites.
Em termos de taxa líquida de ocupação, o indicador por quarto situou-se em 79,9%, enquanto a taxa líquida de ocupação por cama atingiu 75,9%, sendo neste último caso o valor mais elevado registado em todo o país.
Presença municipal: Albufeira em destaque nacionalSete municípios algarvios figuram na lista dos quinze principais destinos turísticos do país em agosto, designadamente Albufeira, Portimão, Loulé, Lagoa, Lagos, Vila Real de Santo António e Tavira.
Os primeiros cinco integram também o grupo dos dez municípios portugueses com maior número de dormidas. Albufeira consolidou a segunda posição a nível nacional ao registar cerca de 1,22 milhões de dormidas, o que corresponde a 11,2% do total nacional. O concelho ficou apenas atrás de Lisboa, que registou 1,65 milhões de dormidas, e à frente do Porto, que contabilizou 761,9 mil.
As dormidas no município de Albufeira cresceram 2,6% face a agosto de 2025, impulsionadas pelo aumento de 4,5% entre não residentes, o que compensou a redução de 1,4% entre residentes.
O concelho concentrou ainda 12% de todas as dormidas de não residentes registadas em Portugal. Entre os restantes municípios algarvios, Tavira destacou-se pelo ritmo de crescimento da procura, ao registar um aumento homólogo de 20,2% no número de hóspedes e de 16,4% nas dormidas, alavancado por fortes subidas do mercado residente. Por sua vez, o município de Loulé evidenciou-se pelo crescimento de 12,1% no número de hóspedes não residentes.
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