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EUA: Presidente da Fed de Dallas defende mais 50 pb para fazer inflação regressar a 2%

EUA: Presidente da Fed de Dallas defende mais 50 pb para fazer inflação regressar a 2%

A Reserva Federal deveria subir taxas em pelo menos meio ponto percentual para tornar a política “modestamente restritiva” e forçar a inflação a retornar ao objetivo de 2%, defende a presidente do banco regional de Dallas.
Lorie Logan considerou a subida de 25 pontos base (pb) de setembro um importante primeiro passo na luta para fazer o indicador de preços regressar ao objetivo de médio prazo, mas alertou que, sem mais subidas, a inflação não irá baixar significativamente para lá de 2,5%.
“Mais umas subidas adicionais irão reverter os cortes de gestão de risco pelo Comité no outono passado”, continuou, referindo-se às descidas acumuladas de 75 pb no ano passado. A líder da Fed de Dallas ressalvou que a economia está forte e robusta, ajudando a explicar a inflação elevada e a subida nas yields soberanas, mas defendeu a necessidade de pelo menos mais 50 pb para “equilibrar o nosso mandato duplo e os riscos associados”.
Ainda no que respeita à dinâmica nos mercados de dívida pública, Logan argumentou que as yields elevadas acabam por ajudar a arrefecer a economia sem a necessidade de mais subidas por parte da autoridade monetária. Recorde-se que os títulos do Tesouro dos EUA a 10 anos quebraram no dia anterior máximos de 24 anos, estando a negociar em torno dos 5,24%.
Também noutras maturidades, como a 30 anos, foram registados máximos de várias décadas esta semana, isto numa altura em que a inflação elevada e a dívida crescente preocupam os mercados, mas o investimento em inteligência artificial (IA) e os elevados juros que as hyperscalers estão a pagar nas suas rondas de dívida também empurram o mercado para cima.
Esta é mais uma voz a defender mais subidas e uma postura mais hawkish face a uma inflação persistente e que tem estado acima do objetivo desde o início de 2021. No início da semana, havia sido Michael Barr, um dos governadores do banco central, a argumentar que será “necessário recalibrar a política” monetária.
“Não vejo ainda uma tendência clara para um regresso próximo a 2%”, afirmou, reconhecendo que a pressão nos preços continua elevada.
Por outro lado, os dados da inflação em agosto acabaram por ficar aquém do projetado, sobretudo usando como referência o índice de gastos pessoais de consumo (PCE), a medida preferencial da Fed na avaliação das pressões inflacionistas na economia. Como tal, as expectativas do mercado quanto a possíveis subidas futuras também recuaram, passando de 64% há uma semana para apenas 22% atualmente, segundo a FedWatch Tool do CME Group.
Na mesma linha, o Goldman Sachs também recuou nas previsões de subidas de taxas de juro, apontando agora a dezembro, em vez de outubro, para a próxima mexida. A possibilidade de já não serem necessárias subidas também estará em cima da mesa, segundo a análise do banco.

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