Portugal foi o 19.º mercado europeu com clientes mais impactados por cibercrime no primeiro semestre
Portugal ocupou, no primeiro semestre, o 19.º lugar na Europa entre os mercados onde os clientes foram mais frequentemente impactados por atividade cibernética maliciosa, de acordo 7.ª edição do Microsoft Digital Defense Report (MDDR) hoje divulgado.
Portugal ocupou, no primeiro semestre, o 19.º lugar na Europa entre os mercados onde os clientes foram mais frequentemente impactados por atividade cibernética maliciosa, de acordo 7.ª edição do Microsoft Digital Defense Report (MDDR) esta sexta-feira divulgado.
Os dados mostram que, no primeiro semestre, “Portugal ocupou o 55.º lugar a nível global e o 19.º lugar na Europa entre os países onde os clientes foram mais frequentemente impactados por atividade cibernética maliciosa”, de acordo com o relatório divulgado pela Microsoft.
Os riscos cibernéticos “estão a tornar-se mais rápidos, mais interligados e mais difíceis de conter. Neste contexto, as organizações terão de concentrar os seus esforços não apenas na prevenção dos ataques, mas também na capacidade de responder rapidamente e manter a continuidade das operações quando ocorrem incidentes”.
A cibersegurança “entrou numa nova fase em que já não basta prevenir ataques. As organizações precisam de estar preparadas para responder rapidamente, proteger as suas identidades digitais e garantir a continuidade das operações num contexto em que os riscos estão cada vez mais interligados”, afirma Pedro Soares, diretor nacional de segurança da Microsoft Portugal, citado em comunicado.
Nesse sentido, “a resiliência tornou-se um fator crítico para a segurança e competitividade das organizações”, remata.
O Microsoft Digital Defense Report “conclui que a IA está a redefinir a economia da cibersegurança, acelerando descoberta, análise, adaptação e automação tanto para atacantes como para defensores”.
Por um lado, “permite aos atacantes operar mais rapidamente e em maior escala. Por outro, está a ajudar as equipas de segurança a identificar, investigar e interromper ameaças de forma mais eficaz”, lê-se no relatório.
A identidade “continua a ser a principal porta de entrada dos atacantes”.
Apesar da crescente sofisticação das ameaças, “os atacantes continuam a recorrer a contas comprometidas e credenciais roubadas para obter acesso às organizações”.
Os ataques ‘phishing’ representaram “23% das intrusões observadas em 2026, evidenciando a importância contínua da proteção da identidade como primeira linha de defesa contra ataques mais abrangentes”.
A Microsoft defende que as organizações “devem reforçar a proteção das identidades digitais e garantir que as contas críticas dispõem de mecanismos de segurança adequados, reduzindo o risco de comprometimento inicial e propagação dos ataques”.
O relatório aponta ainda que os governos e serviços públicos continuam entre os principais alvos de ciberameaças este ano, “representando 27% da atividade observada”.
Estes organismos “são alvos particularmente atrativos devido à informação sensível que armazenam, aos serviços essenciais que asseguram e ao facto de estarem no centro de redes que envolvem entidades públicas, fornecedores tecnológicos, prestadores de serviços e operadores de infraestruturas críticas”, refere o relatório.
Numa era marcada por ameaças potenciadas pela inteligência artificial (IA), “a resiliência deixou de significar apenas a capacidade de recuperar de um ataque. Significa preparar-se para um contexto em que os incidentes se propagam mais rapidamente, afetam mais organizações e exigem uma resposta coordenada para garantir a continuidade dos serviços essenciais”, aponta. Outubro é considerado o mês de cibersegurança.
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