Skydance será o nome resultante da fusão entre a Paramount e a Skydance
Skydance será o resultado final da fusão entre a Paramount Skydance e Warner Bros Discovery assegurou o CEO da Paramount Skydance, David Ellison. O negócio deve ficar finalizado na próxima semana, de acordo com a CNBC.
A Paramount Skydance venceu a corrida à aquisição da Warner Bros tendo pago para o efeito 110 mil milhões de dólares (95,1 milhões de euros), em final de fevereiro, superando a oferta da Netflix.
A empresa de streaming teve mesmo o negócio fechado, a 5 de dezembro de 2025, para a aquisição da Warner Bros, que incluía os estúdios de cinema e televisão, a HBO Max e a HBO, por 82,7 mil milhões de dólares.
Mas o negócio ficou em suspenso devido ao surgimento, a 8 de dezembro de 2025, de uma oferta pública de aquisição da Paramount Skydance para adquirir a totalidade das ações em circulação da Warner Bros Discovery por 30 dólares (25,60 euros) por ação, o que totalizaria 108,4 mil milhões de dólares, ou 92,4 mil milhões de euros. Esta oferta incluía a totalidade da Warner Bros Discovery, ao contrário do acordo que foi fechado com a Netflix.
Fusão foi contestada por estados norte-americanos
Contudo a fusão entre a Paramount e a Warner Bros acabou por ir bater a tribunal apesar da luz verde por parte da divisão concorrencial do Departamento de Justiça norte-americano (DOJ na sigla inglesa), que aconteceu em junho. “Concluímos a nossa análise da proposta de fusão entre a Paramount e a Warner Bros. Determinamos, com base nas provas recebidas na investigação, que a transação não é suscetível de resultar em prejuízo para a concorrência ou para os consumidores americanos, incluindo no que diz respeito a: streaming de vídeo a pedido; televisão linear; e desenvolvimento, produção ou distribuição de filmes para lançamento em cinemas”, referiu o DOJ.
12 estados norte-americanos, e representantes de argumentistas, contestaram a junção entre as duas empresas considerando que iria criar problemas de concorrência. Contudo os 12 estados norte-americanos, argumentistas e a Paramount chegaram a um acordo a 21 de agosto. No âmbito deste entendimento a Paramount terá de garantir a estreia de pelo menos 30 filmes por ano nos cinemas durante os dois primeiros anos após a fusão. Nos três anos seguintes, a meta sobe para 32 filmes anuais. Pelo menos quatro terão de ser produções independentes. Se a Paramount falhar a meta, terá de pagar 30 milhões de dólares (cerca de 25,6 milhões de euros) por cada filme em falta e poderá ficar sujeita à alienação da Miramax.
A Paramount terá de gastar pelo menos mais 300 milhões de dólares (cerca de 256 milhões de euros) por ano em produção cinematográfica nos Estados Unidos durante cinco anos, face aos níveis de 2025. No total, são pelo menos 1,5 mil milhões de dólares (cerca de 1,28 mil milhões de euros) de investimento adicional. A empresa terá ainda de criar um fundo para apoiar trabalhadores afetados pela fusão, no valor de 47,5 milhões de dólares (cerca de 40,5 milhões de euros) ao longo de cinco anos.
A futura empresa controlará simultaneamente a CBS News e a CNN. Para responder às preocupações sobre a independência editorial, será criado um conselho independente de supervisão editorial destinado a proteger a autonomia das duas redações e os padrões de informação factual. Durante cinco anos, os canais que pertenciam à Paramount e à Warner Bros terão de ser negociados separadamente com os distribuidores.
Entre as chancelas detidas pela Paramount e Warner Bros estão: CBS, MTV, Comedy Central, Nickelodean, Missão Impossível, Star Trek, Indiana Jones, SpongeBog, South Park, The Daily Show, Batman, Super Homem, Senhor dos Anéis, HBO, TNT, TBS, Cartoon Network, CNN, TNT Sports, Eurosport.
A junção cria o segundo maior operador no streaming com 210 milhões de subscritores ficando atrás dos 325 milhões da Netflix, de acordo com o The Current. Nos cinemas, a fusão permitiria igualar a Disney na liderança com uma quota de mercado a rondar os 28%.
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