Eleições no Brasil: líder do Tribunal Eleitoral descarta interferência estrangeira
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do Brasil, juiz Kassio Nunes Marques, afirmou que não foi identificado qualquer incidente que possa ser caracterizado como interferência estrangeira nas eleições.
Ao fazer um balanço da primeira volta das eleições gerais brasileiras, na noite de domingo, Nunes Marques disse à imprensa que “contra fatos, não há argumentos”.
“Não tivemos nenhuma intercorrência grave, os riscos climáticos foram afastados, e não tivemos nenhum alerta dos diversos setores do TSE acerca de interferência estrangeira. Não constatamos nenhum tipo de intervenção”, realçou.
Segundo o presidente do TSE, pareceres do Parlamento do Mercosul e da Organização dos Estados Americanos apontaram transparência e normalidade nas eleições brasileiras.
Horas antes, ainda dia no Brasil, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, informou que a corporação abriu uma investigação para apurar a alegada interferência dos Estados Unidos da América nas eleições gerais do país.
A investigação foi motivada pelo Governo brasileiro, a partir de uma reportagem do jornal britânico “The Guardian”, da semana passada, que afirma que a presidência de Donald Trump financiou com um milhão de dólares (895 mil euros) grupos da sociedade civil que se opõem ao Supremo Tribunal Federal (STF) no Brasil.
Os recursos foram destinados a financiar o projeto “Combate à Litigância Deliberativa e à Censura no Brasil”, contra o que classificaram como abuso de poder judicial e censura por parte do STF brasileiro.
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