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“Nada contra o Benfica, mas o meu sonho era mesmo o Sporting”

“Nada contra o Benfica, mas o meu sonho era mesmo o Sporting”

Marco Almeida chegou, em tempos, a ser considerado uma das grandes promessas do futebol português, de tal maneira que, com apenas 22 anos de idade, fez parte da equipa do Sporting que, na temporada desportiva de 1999/2000, colocou um ponto final num ‘jejum’ de títulos de campeão nacional que durava já há 18 anos.
 
Natural do Barreiro, chegou ao Estádio José Alvalade com apenas dez anos de idade, somando empréstimos consecutivos a Casa Pia, Lourinhanense, Campomaiorense e Southampton, antes de se desvincular definitivamente, em 2001, e prosseguir carreira em Alverca, Ciudad Murcia, Maia, Portimonense, Nea Salamia, Lusitânia de Lourosa e Akritas Chlorakas.
No entanto, antes disso, quando estava em final de contrato com o emblema verde e branco, recebeu um convite para seguir viagem rumo ao… Benfica. Numa extensa entrevista concedida à edição desta terça-feira do jornal A Bola, o próprio explicou os motivos pelos quais recusou reforçar os eternos rivais.
“Sempre assumi os meus empréstimos como uma fase de crescimento. Nunca os vi como se não fizesse falta. O Sporting sempre me acompanhou, estivesse em Campo Maior ou Inglaterra, havia um telefonema, reuniões, para saberem como estavam a correr as coisas, nunca senti que era descartável”, começou por afirmar.
“Não queria sair para o Southampton, sentia que poderia ser o meu ano de afirmação, mas houve um dirigente que não entendeu assim… Acabei por ir, aceitei em nome do Sporting, porque acredito muitoo numa frase que sempre me transmitiram no futebol, especialmente no Sporting, ‘As pessoas passam, mas o clube fica’. Serei eternamente grato ao que o Sporting me conseguiu fazer, tanto como homem, como profissional”, prosseguiu.
“Terminava contrato em dezembro, ao abrigo da Lei Bosman, o Southampton apresentou-me proposta de cinco anos e surgiu um telefonema do Benfica, com uma proposta muito superior à que tinha. Esperei, quis ouvir o Sporting e foi o Luís Duque quem me ligou. Nada contra o Southampton, nem contra a instituição Benfica, mas o meu sonho era mesmo afirmar-me no Sporting, o clube do meu coração”, completou.
“Gonçalo Inácio não tem essa tendência de ser líder nato e acho que, neste momento, falta isso ao Sporting”
Olhando para a atualidade desportiva do Sporting, o agora diretor desportivo do Clube Desportivo de Santo António de Lisboa, de 49 anos de idade, o antigo defesa-central olhou, precisamente, para o setor mais recuado do terreno da equipa às ordens para Rui Borges, e para a afirmação de Gonçalo Inácio enquanto capitão.
“Já desde a saída de Coates, que era uma voz de comando no campo e no balneário. Gonçalo Inácio é um excelente jogador, por isso está num dos melhores clubes do mundo, mas não tem essa tendência de ser líder nato e acho que, neste momento, falta isso ao Sporting”, defendeu Marco Almeida.
“Perdeu-se alguma agressividade, no bom sentido, ganhou-se outras coisas. O futebol evolui e é grande a tendência de que os centrais sejam bons tecnicamente, para se começar a construiu de trás”, concluiu.
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