Nova bronca na FIFA envolve cenário que teria mudado tudo para Portugal
Já lá vão três meses desde que o Campeonato do Mundo terminou, mas as polémicas continuam a surgir em catadupa. A mais recente foi trazida a público, esta terça-feira, pelo jornal norte-americano The New York Times, e teve início em novembro de 2025, aquando da reta final da fase de apuramento africana para aquela que é a maior competição de seleções do futebol internacional.
A Nigéria foi derrotada pela República Democrática do Congo, no desempate por grandes penalidades, e ficou de fora da corrida pelo acesso à prova realizada nos Estados Unidos da América, no Canadá e no México, mas tentou reverter o cenário, na secretaria, alegando que o adversário tinha utilizado Lionel Mpasi de forma indevida.
O organismo liderado por Gianni Infantino investigou o caso e concluiu que, de facto, a República Democrática do Congo nunca chegou a apresentar a documentação completa necessária com vista à utilização do guarda-redes, dado que este já tinha representado as seleções jovens de França, no passado. No entanto, optou por nada fazer, descartando-o por motivos de ordem técnica.
Em cima da mesa, chegaram a estar vários cenários, entre eles, a atribuição da vitória à Nigéria ou a imposição de multas, cenários que não chegaram a confirmar-se. Isto, apesar dos vários antecedentes em caso semelhantes, nomeadamente, quando anulou os pontos conquistados pela Bolívia ante Peru e Chile, na caminhada rumo ao Mundial de 2018, por utilização indevida de Nelson Cabrera.
Assim sendo, o treinador francês Sébastien Desabre pôde continuar a utilizar Lionel Mpasi sem qualquer tipo de constrangimento, como acabaria por acontecer, a 31 de março, quando este o ajudou a levar a melhor sobre a Jamaica, no playoff intercontinental, disputado no Estadio Akron, em Guadalajara, para carimbar o passaporte para o Campeonato do Mundo de 2026.
Em resposta às questões colocadas pela publicação, a direção liderada por Gianni Infantino garantiu que este não teve nada a ver com a decisão final, visto que os comités destacados são “autónomos e decidem os casos com base nos regulamentos aplicáveis e nos factos específicos que lhes são apresentados”. Há, ainda assim, quem não acredite que a história tenha sido essa.
É o caso de Prince Zelkifli Rahman Ngoufonja, antigo dirigente da FIFA conhecido como Prince Zul, que levantou questões quanto à relação que o advogado ítalo-suíço mantém com Véron Mosengo-Omba, que viria a ser eleito presidente da República Democrática do Congo, ao ponto de o considerar um dos seus mais fiéis “aliados”. Relação essa que teria sido “prejudicada”, caso a decisão fosse outra.
Tudo poderia ter sido diferente para Portugal
Esta polémica acabou por ter um efeito direito… em Portugal, que, recorde-se, não conseguiu ir além de um empate a uma bola com a República Democrática do Congo, no arranque do Campeonato do Mundo, resultado que acabaria por custar-lhe a qualificação para os 16avos de final da condição de líder, uma vez que ficou a dois pontos da líder, a Colômbia.
A segunda posição colocou a seleção nacional no caminho da Croácia, adversário que bateu, por 2-1, antes de ser eliminada por Espanha (que viria a sagrar-se campeã mundial), nos ‘oitavos’, por 0-1. Os cafeteros, por seu lado, levaram a melhor sobre o Gana, por 1-0, antes de ‘tombar’ perante a Suíça, precisamente na mesma fase, no desempate por grandes penalidades.
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