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Colocar informação pessoal na IA? Cuidado: “dados não são privados”

Colocar informação pessoal na IA? Cuidado: “dados não são privados”

Uma empresária portuguesa do setor tecnológico deixou hoje um sério aviso sobre o uso de dados pessoais na Inteligência Artificial (IA).
“Está toda a gente muito excitada em usar o Claude” mas “colocar determinado tipo de dados nestes modelos, mesmo com garantia de conta empresarial e privada… isso não é verdade”, disse a presidente da Defined.ai Daniela Braga esta quarta-feira, 7 de outubro.
“Trabalho neste domínio há 26 anos. São todos nossos clientes e sabemos que não é verdade, os dados não são privados”, destacou, durante a sua intervenção na conferência que celebrou o 10º aniversário do Jornal Económico que teve lugar na cidade do Porto.
A empresária avisa que o tema é particularmente sensível nas entidades de defesa nacional. “Os Estados têm de tomar rédeas nesta matéria e não entregar tudo” à IA.
Destacando que o uso de IA em micro-empresas pode ter grandes impactos em termos de produtividade, sublinhou que o seu uso numa entidade de defesa “pode provocar um caso muito sério de soberania nacional ‘down the road’”.
No mesmo painel, o líder da Altice Labs defendeu que Portugal tem competências para desenvolver tecnologia na área das telecomunicações como comprova o histórico.
“Portugal tem muitas cartas dadas na área das telecomunicações… foi um dos primeiros países do mundo a automatizar rede telefónica, inventámos telemóvel pré-pago, fomos dos primeiros países do mundo a colocar fibra ótica”.
“Quando o assunto é tecnologia/telecomunicações, temos um histórico de liderança, temos competência e talento, continuamos a ser referência tecnológica. Portugal é um país de origem de tecnologia, não apenas de mercado de adoção. É preciso ter a ambição de criar valor em Portugal e exportá-lo. Temos tudo para ter sucesso”, defendeu Paulo Firmeza da Altice Labs.

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