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Trabalhadores da EGEAC exigem reunião negocial e admitem greve

Trabalhadores da EGEAC exigem reunião negocial e admitem greve

Os trabalhadores da EGEAC (Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural) aprovaram uma resolução em que exigem a marcação imediata de uma reunião com a administração da empresa para retomar o processo negocial e defendem um aumento intercalar dos salários de 15%, com um mínimo de 150 euros por trabalhador.
A resolução foi aprovada na terça-feira, num plenário geral realizado no Capitólio, em Lisboa, e surge depois de o Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML) ter iniciado um processo negocial em 14 de abril, sem que tenha sido marcada uma reunião desde 11 de maio.
Segundo o documento, os trabalhadores consideram que a administração da EGEAC tem recusado reunir e negociar, apesar de o direito à negociação estar previsto no Acordo de Empresa.
Além da atualização salarial, o STML exige respostas ao documento entregue à administração em 14 de abril, intitulado “As Prioridades Reivindicativas para 2025-2029” dos trabalhadores da EGEAC.
Os trabalhadores pedem também esclarecimentos ao Conselho de Administração sobre as sucessivas mudanças na empresa e sobre a retirada de autonomia financeira às direções de vários equipamentos culturais, situação que, segundo o sindicato, tem provocado atrasos na gestão de eventos e espaços culturais.
A resolução reclama ainda informação sobre o futuro da EGEAC, os seus objetivos e prioridades, num contexto que os trabalhadores consideram marcado por “cada vez mais instabilidade e insegurança” e por decisões tomadas sem diálogo com quem trabalha na empresa.
Os trabalhadores decidiram enviar a moção ao Conselho de Administração da EGEAC, à tutela, aos vereadores da Câmara Municipal de Lisboa, à Assembleia Municipal e aos órgãos de comunicação social.
Foi igualmente aprovada a realização de uma concentração junto à sede da empresa em 22 de outubro. Caso não haja resposta às reivindicações, os trabalhadores prometem manter-se mobilizados e admitem avançar para novas ações de protesto, incluindo a greve.
“A EGEAC somos nós!”, lê-se na resolução aprovada pelo plenário.

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