Abanca nomeia Mário Centeno conselheiro independente da área Vida e Pensões
O Abanca nomeou o ex-governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, como conselheiro independente do conselho de administração do Abanca Vida e Pensões, anunciou o banco em comunicado. O Abanca justifica a nomeação com um reforço da aposta do grupo no desenvolvimento deste negócio e na diversificação da sua atividade.
A nomeação surge num momento em que o banco espanhol pretende reforçar a área de Vida e Pensões, acompanhando a crescente procura por soluções de proteção, poupança e planeamento financeiro de longo prazo.
“É uma honra integrar o Conselho de Administração do Abanca Vida e Pensões. Enfrento este desafio com o compromisso de contribuir com a minha visão económica e experiência executiva para continuar a fortalecer as estruturas de governação e a oferta de valor do Banco na filial Vida e Pensões”, afirmou Mário Centeno, citado pelo comunicado.
A nota do Abanca destaca que Mário Centeno tem uma carreira “de mais de 30 anos ligada ao setor financeiro, à política orçamental europeia e à gestão de crises financeiras”.
“Doutorado em Economia pela Universidade de Harvard e professor catedrático na Universidade de Lisboa, foi governador do Banco de Portugal entre 2020 e 2025 e membro do Conselho de Governadores do Banco Central Europeu (BCE)”, revela o comunicado.
Durante a passagem pelo BCE, participou na análise do mercado de trabalho e na definição da política monetária. Entre 2017 e 2020, presidiu ao Eurogrupo, tendo sido também ministro das Finanças de Portugal entre 2015 e 2020, detalha ainda a nota.
Para o Abanca, a entrada de Centeno pretende reforçar a governação e a orientação estratégica da área Vida e Pensões, bem como o acompanhamento das necessidades dos clientes nas diferentes fases da vida.
Com esta nomeação, o banco diz reforçar o compromisso com o rigor institucional, a excelência regulatória e o fortalecimento dos órgãos de administração das suas filiais estratégicas.
Recorde-se que Mário Centeno, ex-governador do Banco de Portugal reformou-se em março de 2026, aos 59 anos, através do fundo de pensões do Banco de Portugal para funcionários admitidos até março de 2009, que optou por receber por inteiro antecipadamente.
O acordo foi negociado por iniciativa do atual governador, Álvaro Santos Pereira.
O saída de Governador do Banco de Portugal (BdP) implica um período de nojo (cooling-off period) para os membros do seu Conselho de Administração, com o objetivo de evitar conflitos de interesses e o fenómeno de “portas giratórias” para o setor privado.
Mas o ex-governador terá acabado há dias o período de cooling-off, segundo o Eco que avançou inicialmente com a notícia.
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