Agenda para a Transição Energética prevê 134 milhões em vendas e 96 milhões em exportações até 2028
A Agenda para a Transição Energética (ATE) estima gerar 134 milhões de euros em vendas e 96 milhões de euros em exportações até 2028, na sequência do desenvolvimento de 68 ativos de exploração, entre produtos, serviços, processos, protótipos e projetos-piloto, foi anunciado esta quarta-feira, no Porto.
Os resultados foram apresentados no encontro “Da Estratégia ao Legado”, que assinalou o encerramento da Agenda, iniciativa que reuniu 77 entidades, incluindo empresas, universidades, centros de investigação, CoLABs, centros tecnológicos, clusters e organismos públicos.
Segundo os dados divulgados, a Agenda permitiu criar 29 produtos prontos para entrar no mercado, 18 serviços comercializáveis, 12 processos concluídos, 10 protótipos e nove pilotos testados em ambiente real. Cerca de 30% das soluções desenvolvidas já se encontram no mercado ou têm uma data prevista para a sua entrada em exploração comercial.
O potencial económico identificado resulta de soluções ligadas a áreas como redes inteligentes, mobilidade elétrica, sistemas de monitorização, equipamentos elétricos, plataformas digitais e tecnologias de gestão inteligente da energia.
A execução da Agenda traduziu-se também na contratação de 834 profissionais, dos quais 65% foram integrados em entidades do sistema científico e tecnológico e 35% em empresas. As admissões concentraram-se em áreas consideradas estratégicas para a transição energética, como engenharia, inteligência artificial, ciência de dados, digitalização, eletrónica de potência, hidrogénio e sistemas energéticos.
No domínio da investigação e inovação, a Agenda deu origem a 219 artigos científicos, 51 teses e dissertações, 15 pedidos de patente e nove registos de marca. Foram ainda realizadas 43 demonstrações públicas de protótipos e pilotos, destinadas a testar soluções em contexto operacional e a aproximar o desenvolvimento tecnológico das necessidades do mercado.
A iniciativa estima igualmente um impacto ambiental relevante, apontando para a redução de mais de 76 mil toneladas de emissões de dióxido de carbono equivalente após a entrada no mercado dos produtos, processos e serviços desenvolvidos. As soluções incorporam princípios de eficiência energética, integração de energias renováveis e circularidade, aplicáveis a setores como redes elétricas, indústria, edifícios e mobilidade elétrica.
Em comunicado, a Aliança para a Transição Energética considera que os resultados alcançados demonstram a capacidade de converter investigação e desenvolvimento em tecnologias, produtos e serviços com potencial de mercado, reforçando a ligação entre empresas e o sistema científico e tecnológico.
Com o encerramento da Agenda, parte das soluções encontra-se já disponível para exploração comercial, enquanto outras prosseguem processos de validação e industrialização. A concretização do potencial económico identificado dependerá agora da capacidade de avançar com etapas de certificação, internacionalização e expansão comercial.
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