Bolsa de Lisboa no vermelho e brent ultrapassa 105 dólares com ataques a navios no Médio Oriente
A Bolsa de Lisboa segue a meio da sessão desta quinta-feira 8 de outubro com uma quebra de 0,18% para os 9.316,90 pontos. As principais bolsas europeias seguem a mesma tendência. No petróleo o brent ultrapassa os 105 dólares por barril devido ao reporte de ataques a navios no Médio Oriente.
As maiores descidas na bolsa portuguesa vão para a Mota-Engil que quebra 3,60% para os 4,49 euros, seguida pelos CTT que caem 2,59% para os 5,65 euros, e o Banco Comercial Português (BCP) desliza 2,24% para os 1,13 euros.
No vermelho está ainda a Teixeira Duarte, a Altri, a EDP Renováveis, a Ibersol, a Corticeira Amorim, a Semapa, e a EDP.
A negociar no verde está ainda a Galp Energia que avança 3,24% para os 22,63 euros, seguida pela Jerónimo Martins que valoriza 0,77% para os 16,99 euros, e a NOS avança 0,66% para os 5,31 euros.
No verde está ainda a Sonae, a REN, e a Navigator.
Europa está no vermelho
As principais bolsas europeias estão no vermelho. O DAX (Alemanha) quebra 1,14% para os 24.816,99 pontos, o CAC 40 (França) desliza 0,86% para os 7.702,60 pontos, e o FTSE 100 (Reino Unido) desce 0,39% para os 10.417,46 pontos.
O AEX (Países Baixos) desce 0,20% para os 1.115,53 pontos, o IBEX 35 (Espanha) quebra 1,18% para os 18.892,65 pontos, e o FTSE MIB (Itália) desliza 1,45% para os 49.249,50 pontos.
“Os mercados acionistas europeus prolongam a correção de ontem [7 de outubro], com as perdas a ultrapassarem os 1% no Euro Stoxx 50. Os preços do petróleo voltam a subir, perante notas de que a Casa Branca terá pedido ao Pentágono que elaborasse opções de ataque contra o Irão. As preocupações relativamente à necessidade de controlo das pressões inflacionistas com políticas monetárias mais restritivas está a levar as yields soberanas para máximos em mais de duas décadas em muitas geografias, incluindo as taxas dos 10 anos de maturidade norte-americanas e francesa. A dificuldade do Governo francês em encontrar apoio para medidas drásticas de redução de défice está a gerar preocupação um pouco por toda a Europa, em especial no setor da Banca. O setor farmacêutico é o mais castigado, com a biotecnológica Argenx a tombar mais de 15% após ter interrompido um estudo fase 3 para uma doença autoimune. Já a Tesco está entusiasmada com as suas contas e projeções. Por cá, o PSI segue com uma queda mais modesta, atenuada pela valorização da Galp, impulsionada pelo movimento do petróleo e pelo facto de um consórcio com a Equinor ter ganho um bloco de exploração no pré-sal do Brasil”, refere a research do Millennium.
Petróleo sobe com ataques a navios no Médio Oriente
O petróleo está a ser negociado, no mercado spot, em alta, com o brent a subir 5,10% para os 105,31 dólares e o crude valoriza 4,90% para os 92,61 dólares. No mercado de futuros o brent sobe 4,97% para os 105,18 dólares e o crude valoriza 4,94% para os 92,64 dólares.
Esta subida no petróleo é explicada pelo reporte de ataques a navios no Médio Oriente. De acordo com a Reuters a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz desceu para o nível mais baixo em mais de dois meses, com o aumento dos ataques do Irão contra navios. A publicação Investing refere que os ataques iranianos contra navios atingiram o nível mais elevado na semana passada desde que se iniciou o confronto entre Estados Unidos, Israel, e Irão, em fevereiro.
O euro está a cair 0,16%, face ao dólar, para os 1,11785 dólares e o euro quebra 0,02%, face à libra, para as 0,84718 libras.
Share this content:



Publicar comentário