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OE2027: Business Roundtable defende medidas em 3 eixos para fazer “crescer o bolo”

OE2027: Business Roundtable defende medidas em 3 eixos para fazer “crescer o bolo”

O secretário-geral da associação Business Roundtable Portugal (BRP) vê no Orçamento do Estado para 2027 (OE2027) uma oportunidade para fazer “crescer o bolo” da riqueza, defendendo para tal a aplicação de medidas em três eixos principais.
Numa entrevista ao ‘podcast’ Lusa Extra a propósito da proposta do OE2027, que é hoje entregue pelo Governo no parlamento, Pedro Ginjeira do Nascimento disse esperar que o orçamento “dê uma espécie de um murro na mesa e procure endereçar todas as razões” do atraso português relativamente à produtividade média do trabalho em Portugal, que, lembra, caiu face à média da União Europeia (UE).
“Muitas vezes, olha-se para o Orçamento do Estado como um momento de distribuição do bolo. Gostaríamos que se olhasse para o orçamento como um momento para vermos como é que vamos fazer crescer o bolo”, afirmou.
Para a BRP, que tem 46 grandes empresas associadas, que empregam mais de 200 mil trabalhadores em Portugal e outros 200 mil fora do país, o país deve tomar medidas em três eixos para aumentar a riqueza.
Segundo a associação, deve aumentar o investimento produtivo, promover o crescimento das empresas melhorando as condições para alcançarem ganhos de escala e valorizar o fator trabalho aliviando o tratamento fiscal para promover o aumento dos rendimentos que se encontram imediatamente acima do salário mínimo.
Questionado de que forma o OE pode concretizar algumas dessas exigências, Pedro Ginjeira do Nascimento lembrou que noutros orçamentos houve “vários incentivos ao investimento em investigação e desenvolvimento” e sugeriu replicar aquilo que se tem “feito muito bem” nesse campo para incentivar “quem faz investimento produtivo”.
“Sem a melhoria dessa produtividade, não conseguimos ter melhores salários”, afirma, dizendo esperar que o OE207 inclua uma resposta nessa dimensão.
Ginjeira do Nascimento lembrou que Portugal tem crescido “muito menos” do que os concorrentes mais diretos dentro da UE e perdido competitividade ao longo de 25-26 anos.
“Temos que recuperar a capacidade de investir – das empresas e do Estado –, mas investimento que seja produtivo, que traga novas e melhores ferramentas” para as pessoas serem mais produtivas no seu trabalho “e com isso consigam ter melhores salários”, vincou.
Questionado sobre o que é necessário fazer para que, quando há uma subida da retribuição mínima, não se verifique uma compressão salarial nas bandas de rendimentos imediatamente a seguir, o secretário-geral da BRP disse: “Enquanto tivermos um enfoque puramente distributivo e estivermos só preocupados com o salário mínimo, não vai haver crescimento da produtividade, não vai haver crescimento dos salários e da economia como um todo”.
“Se tivermos um bolo maior, é mais fácil que todos fiquem melhor”, vincou.

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