OE27: agrava problemas, promove o retrocesso e o atraso do país, diz CGTP
A CGTP-IN criticou, esta quinta-feira, o Orçamento do Estado para 2027, afirmando que o documento não responde e agrava os problemas dos trabalhadores e da população.
Em comunicado, a central sindical argumentou que a proposta reflete uma opção política do Governo PSD/CDS-PP direcionada para a degradação dos serviços públicos e das funções sociais do Estado, favorecendo a acumulação de riqueza por uma minoria e o negócio dos grupos privados. Segundo a organização laboral, o documento, embora apresentado como neutro, aprofunda as desigualdades crescentes e os défices estruturais, contribuindo diretamente para o atraso do país.
A confederação sublinhou o forte contraste entre a falta de investimento na qualidade dos serviços essenciais e o excesso de apoios, benefícios e “borlas” fiscais concedidos aos grandes grupos económicos. No setor da saúde, a CGTP alertou para os impactos negativos da designada “reforma do Estado”, apontando que mais de 50% das verbas do Serviço Nacional de Saúde (SNS) continuam a ser transferidas para o setor privado.
A estrutura sindical destacou ainda que a despesa total consolidada na saúde regista uma quebra de 1,5% face a 2026, acompanhada por uma redução drástica de 33,7% no investimento público nesta área.
Na educação, a central sindical denunciou que o Estado continua longe de atingir a meta recomendada de 6% do Produto Interno Bruto (PIB). Com uma dotação orçamental que se fixa em cerca de 3,4% do PIB, a CGTP considera que o documento desvaloriza a Escola Pública e se mostra insuficiente para travar a degradação dos equipamentos, garantir a contratação de profissionais em falta ou acompanhar a evolução da inflação, criticando ainda as opções direcionadas para o Ensino Superior, Ciência e Inovação.
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