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Powerdot reivindica 25 milhões para apoio à compra de carros elétricos no OE2027

Powerdot reivindica 25 milhões para apoio à compra de carros elétricos no OE2027

No dia em que o Orçamento do Estado para 2027 deu entrada no Parlamento, a Powerdot, operadora de pontos de carregamento para veículos elétricos, defende o aumento da dotação destinada a apoiar a aquisição de veículos 100% elétricos por particulares para 25 milhões de euros.
A empresa aponta a necessidade de garantir estabilidade regulatória e incentivos previsíveis para acelerar a transição energética e evitar mudanças abruptas no setor.
A proposta de 25 milhões duplica amplamente os valores do Fundo Ambiental alocados nos anos anteriores — como os 8,8 milhões de 2025 (que esgotaram em poucas horas) e os 10 milhões previstos em 2026 para 1.375 apoios.
Mantendo o apoio fixado nos 4.000 euros por automóvel, a nova verba permitiria abranger 6.250 aquisições de particulares em 2027, quase o triplo da capacidade atual.
Luís Santiago Pinto, Co-founder & CEO da Powerdot, destaca que “2027 deve ser um ano de consolidação da transição para a mobilidade elétrica, e não de mudança abrupta de regras”.
O executivo sublinha que a estabilidade do quadro fiscal e regulatório é crítica para manter a confiança de consumidores, empresas e operadores.
As Prioridades Estratégicas para o GovernoA operadora delineou quatro eixos fundamentais que devem orientar as políticas públicas nos próximos anos.
Em primeiro lugar, defende uma transição gradual no modelo de mobilidade elétrica, com a passagem do modelo centralizado da Mobi.E para a integração direta entre operadores a ser feita progressivamente, evitando riscos decorrentes de alterações abruptas no final de 2027 devido à complexidade técnica e aos testes necessários nos sistemas comerciais e de faturação.
Em segundo lugar, a empresa propõe um reforço proporcional nos incentivos a particulares. Com os carros elétricos a representarem 29% das novas matrículas de passageiros até setembro de 2026 (dados da ACAP) e uma estimativa de 75.600 ligeiros elétricos em 2027, a Powerdot considera que a verba de 25 milhões representa um compromisso equilibrado entre a procura do mercado e a utilização responsável dos recursos públicos, prevendo a redução progressiva dos apoios à medida que for alcançada a paridade de preços com os veículos a combustão.
Em terceiro lugar, a Powerdot salienta a importância da manutenção dos benefícios fiscais para as frotas empresariais, lembrando que os elétricos representam cerca de 25% das novas matrículas empresariais em Portugal (dados da Transport & Environment), pelo que devem ser preservadas as deduções e isenções associadas ao IVA, tributação autónoma, ISV e IUC.
Por fim, a operadora apela ao foco exclusivo nos veículos 100% elétricos. Perante dados do ICCT que revelam diferenças significativas entre as emissões reais e homologadas dos híbridos plug-in (PHEV), a empresa recomenda reavaliar o enquadramento destes veículos e concentrar prioritariamente os benefícios fiscais na tecnologia 100% elétrica, maximizando o impacto na redução de emissões.

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