Wall Street fecha mista com Nasdaq a pesar em dia de Rubio em Lisboa a alertar para perigo de escalada na Ucrânia
Os principais índices de Wall Street terminaram a sessão desta quinta-feira de forma mista, com o setor tecnológico a pressionar o mercado. O S&P 500 caiu 0,47% para 7.765,36 pontos, o Dow Jones Industrial Average avançou 0,10% para 51.231,64 pontos e o Nasdaq Composite tombou 1,25% para 27.193,34 pontos.
Entre os destaques positivos, as ações da Chipotle Mexican Grill dispararam mais de 6%, depois de o Financial Times ter noticiado que a Starbucks está a estudar a eventual compra da cadeia de fast-casual mexicana. O movimento injetou algum otimismo seletivo no mercado, apesar da fraqueza generalizada nas big techs.
O preço do petróleo registou fortes subidas ao longo da sessão, com o crude WTI e o Brent a chegar a subir mais de 5%. No entanto, as declarações do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, travaram parte do rally. Trump assegurou esta quinta-feira que os EUA não voltarão a atacar o Irão até às eleições intercalares de 3 de novembro. A notícia fez abrandar as subidas do crude, que, mesmo assim, fecharam com valorizações expressivas.
O WTI subiu 2,93% para 90,87 dólares o barril. Já a cotação do barril de petróleo Brent para entrega em dezembro terminou hoje no mercado de futuros de Londres em alta de 4,07%, para os 104,28 dólares.
Nos mercados de dívida, os yields das Treasuries americanas registaram movimentos moderados, refletindo a prudência dos investidores face ao cenário geopolítico e às perspetivas de política monetária.
No plano internacional, o secretário de Estado Marco Rubio esteve em Lisboa e na conferência de imprensa voltou a alertar para os riscos da guerra na Ucrânia. “A guerra na Ucrânia é um conflito extremamente perigoso porque parece ter chegado a um impasse. Os impasses só terminam de duas formas. Uma delas é através de uma solução negociada. A outra forma de terminar um impasse é a escalada. Isso é muito perigoso. A escalada pode rapidamente transformar o que é uma guerra entre dois países num conflito regional muito mais vasto e perigoso”, afirmou Rubio.
Os investidores continuam a monitorizar de perto tanto as tensões no Médio Oriente como a evolução do conflito na Europa de Leste, fatores que continuam a condicionar o sentimento nos mercados de risco.
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