Jardim sobre CR7: “No meu tempo também era deputado quem eu entendia”
O ex-presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, analisou a polémica entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus e, apesar de o internacional português ser natural do arquipélago, o ex-governante está do lado do selecionador nacional.
Em entrevista à RTP-Madeira, Alberto João Jardim começou por dizer que “a Seleção Nacional não é para alimentar os cofres da federação portuguesa de futebol”.
“Isso é uma visão errada e antiética do desporto. A Seleção de Futebol é para o prestígio desportivo do país. Tem um selecionador, joga quem o selecionador entendeu. Também no meu tempo [como líder do PSD Madeira], era deputado quem eu entendia. Quando era eu o selecionador”, brincou, gerando várias gargalhadas.
Recorde-se que Alberto João Jardim foi presidente do Governo Regional da Madeira durante 37 anos, entre 1978 e 2015.
Atualmente, o presidente do executivo madeirense é Miguel Albuquerque, que, por seu lado, defende o jogador natural da Madeira.
“O que acontece neste país é que gosta de se cultivar, de certa maneira, alguma inveja, algum ressentimento contra quem tem sucesso”, afirmou, recentemente referindo-se à polémica gerada após o jogador, natural da Madeira, ter abandonado o estágio da seleção portuguesa em 30 de setembro.
Para Miguel Albuquerque, é “inquestionável” que Cristiano Ronaldo “é o português mais conhecido em todo o mundo”: “Nunca teremos um nome com esta projeção como ele tem”.
“Serviu o país, promoveu o país e, portanto, neste momento, não pode ser tratado como uma pessoa qualquer. É o que eu acho”, sublinhou.
Dias antes, Albuquerque já tinha dito que a Madeira apoia Cristiano Ronaldo e que considerava que o internacional português estava apenas a ser alvo de “mesquinhices e paroladas”.
“Mesquinhices e paroladas no sentido de minimizar a obra de Ronaldo”
O presidente do governo madeirense, Miguel Albuquerque, disse hoje que a Madeira apoia Cristiano Ronaldo, considerando que este será conhecido ao longo do tempo e está a ser alvo de “mesquinhices e paroladas”.
Lusa | 13:45 – 01/10/2026
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