Montenegro responde a Ventura: “Dizer que há um corte de pensões é falta de seriedade”
O primeiro-ministro Luís Montenegro considerou que o líder do Chega, André Ventura, atacou a sua honra e a do Governo, quando considerou que a descida das pensões de três mil pensionistas é uma “incompetência” do Governo.
A CGA vai corrigir 2.937 pensões atribuídas entre maio e agosto deste ano, depois de ter detetado um erro no cálculo que levou a que fossem fixadas acima do valor previsto na lei.
Durante o debate quinzenal, André Ventura questionou o primeiro-ministro, Luís Montenegro, sobre o porquê de as pensões de três mil pensionistas terem previsto uma descida nos próximos meses. “Porque vão ter de devolver parte das pensões que receberam?”, questionou, deixando no ar que esta questão ou “é mentira ou é incompetência” do Governo.
Luís Montenegro explicou que houve um erro, sendo falso que “vão descer pensões”. O primeiro-ministro garantiu que este erro fez com que “o valor pago em quatro meses fosse superior numa média de 93 euros por pensão: “Estamos a falar de pensionistas cujo rendimento é em média de 2475,64 euros, foi lhes aplicada indevidamente uma pequena vantagem, que por via do valor das pensões não tinham direito”.
Esta situação levou a que o Governo aplica-se um “principio sagrado na democracia, aquele que recebe a mais também paga”. “Há responsabilidade social para que estas pessoas façam esta devolução com condições”, garantiu. Salientando que “dizer há um corte [de pensões] é falta de seriedade e de não respeitar o povo português”.
André Ventura referiu que o que a Caixa Geral de Aposentações avançou foi que este erro “vai obrigar milhares de pensionistas a devolver entre 93 euros e 210 euros”. “Fizeram mal o vosso trabalho e agora quem paga são os pensionistas”, salientou.
O líder do Chega atirou ao primeiro-ministro para que “use a mentalidade Ronaldo que teve para explicar impostos para aumentar os rendimentos das pessoas”. Ventura recordou ainda que mais de 20% dos pensionistas em Portugal estão em risco de pobreza, o “Governo pode fazer os anúncios que quiser que continuamos com os pensionistas mais pobres da Europa”.
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