PromoStock continua a apostar na expansão com nova loja
A PromoStock, uma cadeia portuguesa de lojas de artigos abaixo de dois euros, prepara-se para chegar às seis lojas em Portugal, com a abertura de mais um novo espaço em Vila Nova de Gaia.
Depois de ter aberto a sua primeira loja em Gaia, em 2024, a empresa escolheu outra vez esta cidade, na localidade de Grijó, para receber a mais recente abertura, a inaugurar ainda este ano.
As lojas da marca têm tido sucesso no Norte do país, com algumas a terem fila de clientes à porta.
Para o CEO da PromoStock/Kaishi, Paulo Cabral, estas lojas trazem de volta um pouco o antigo conceito das lojas dos 300. “Com a vinda de novas cadeias de lojas low cost, os clientes perderam aquela inibição de comprar barato. Enquanto antigamente tinham vergonha e escondiam, agora virou moda comprar mais barato”, explicou.
O crescimento da empresa foi relativamente rápido, com a abertura do primeiro espaço a demonstrar o interesse que captaram nos clientes. “O primeiro sítio não era um local prime”, mas a sua faturação falou por si, tendo fechado 2024 com vendas superiores a um milhão de euros (1.775991,40 euros).
Os valores a que chegou permitiram continuar a investir em novas lojas, chegar a mais zonas no Norte e tornar-se numa “importadora” com capacidade para “comprar melhor e mais quantidade”, referiu. Para além disso, os clientes já fazem uma “revenda” dos produtos da marca.
A faturação da marca já saltou sete vezes, tendo fechado o ano anterior com vendas no valor de 7,73 milhões de euros, valor que já foi ultrapassado no primeiro semestre deste ano. Sendo agora o objetivo chegar a uma faturação de 15,5 milhões de euros.
Paulo Cabral sublinhou que o conceito da PromoStock é para “o cliente curioso, para o cliente que gosta de pensar no dinheiro”. Contudo, para que este modelo funcione “tem que haver aqui uma sapiência na compra”, uma vez que o consumidor “está muito inteligente a gastar o dinheiro”, apontou. “Hoje as pessoas pensam em dinheiro e este conceito só faz sentido se o consumidor estiver a comprar ouro ao preço da prata”, salientou.
A empresa tem como objetivo chegar às 15 lojas nos próximos dois anos, todavia, a chegada a Lisboa ainda não estará para breve, uma vez que a marca tem de conciliar um local com vários metros quadrados, com bons acessos, e com um preço que lhe permita continuar a apresentar produtos até aos dois euros.
Apesar de ainda só ter presença física no Norte do país, a marca vende em e-commerce para todo o país. “A venda online cada vez está a disparar mais”, declarou, com as ilhas a serem um dos principais destinos. Embora esteja a disparar, neste momento as vendas online ainda só correspondem a 5% da faturação mensal da empresa, contudo o CEO avança que esta vai ser uma aposta da empresa no futuro. “O online vai ter que crescer muitíssimo”, salientou.
Para além deste investimento, a empresa está também a investir em outdoors nas principais autoestradas do país.
Para o CEO o Norte foi uma boa escolha para começar, uma vez que o consumidor desta região “é mais exigente”. “O cliente do Norte para mim é o cliente mais sofisticado e mais exigente no preço”, apontou.
A PromoStock é um conceito cada vez mais replicado, com vários concorrentes no mercado, porém os players que vão sobreviver são os se mantiverem “organizados e bem posicionados no mercado”, referiu.
A empresa, que já tem de ir comprar os produtos a diferentes mercados, quer continuar a crescer, mas de uma forma sustentada. “Não podemos saltar de Gaia para Évora”, referiu, o crescimento no número de lojas tem de ser planeado e estratégico. Com esta planificação o CEO da empresa tem estado a olhar para Ovar, Aveiro, Coimbra, Barcelos, entre outros. “Com a ajuda dos nossos parceiros podemos chegar mais rápido”, sublinhou.
Para apoiar todo este crescimento, a empresa abriu a primeira base logística, em Rebordosa e já está a pensar em abrir uma segunda.
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