Um OE descafeinado e os avisos do FMI a França. Veja o rating da semana
Álvaro Santos Pereira, governador do BdP | A+
Governador alerta que impacto da crise energética afeta mais as famílias com menores rendimentos. Pede “medidas temporárias e direcionadas” na resposta ao custo de vida. “Afiguram-se desejáveis”. Fica o recado ao Executivo nas vésperas do OE2027: está a aumentar a pressão sobre as empresas e os orçamentos familiares.
Luís Montenegro, primeiro-ministro | A-
Deixa avisos aos países frugais, que ameaçam bloquear orçamento da UE. No Parlamento Europeu, o chefe de Governo sinalizou que será intransigente com cortes e recusa “concurso de pedinchices” na Europa. Tem razão. O Quadro Financeiro Plurianual deve aprofundar um projeto social e económico que parte de um mercado interno. Tal só é possível e viável com inovação e solidariedade.
Joaquim Miranda Sarmento, ministro das Finanças | B-
A proposta do OE2027 chegou novamente mais cedo que a data-limite e leve em matérias fiscais, com o Governo a incluir apenas alterações legislativas cirúrgicas. Estamos perante um documento acostumado a apanhar boleia do contexto, mas sem rasgo para o alterar. Uma espécie de OE descafeinado, sem novidades de fundo nem alterações significativas. Quanto mais simples, menos polémico. E sem riscos políticos.
Emmanuel Macron, Presidente francês | D
A violência voltou a tomar conta das ruas de França com os protestos estudantis. Numa crise de dívida sem precedentes, o governo de Lecornu tem negociado mínimos. Há um descontentamento generalizado perante as dificuldades do país em financiar o seu estado de bem-estar social. Macron não soube antecipar uma crise mais ampla ao gerir apenas o dia a dia. Ficam os avisos do FMI para “arrumar a casa”.
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