Após Amorim, adeptos do Manchester United viram-se contra Carrick: “Dói”
O Manchester United vai de mal a pior, e, este sábado, revelou-se incapaz de ir além de um empate a uma bola com o Tottenham, em pleno Old Trafford, perfazendo, desta maneira, um ciclo de quatro encontros consecutivos sem uma única vitória conquistada, circunstância que deixa Michael Carrick numa posição mais fragilizada do que nunca.
Tal como chegou a acontecer com o antecessor, o português Ruben Amorim, também o treinador inglês Michael Carrick foi alvo de uma vaia monumental por parte dos próprios adeptos, assim que o árbitro Stuart Attwell fez soar o apito final para aquela que era uma das mais aguardadas partidas de toda a sexta jornada da Premier League.
Na conferência de imprensa que se seguiu, o próprio não escondeu a indignação que sentiu, fruto, não só desta reação, como também do rumo de um jogo que os red devils chegaram a ‘ter na mão’, por conta de um golo de Bryan Mbeumo, aos 73 minutos, mas que deixou escapar, já no período de compensação, por ‘culpa’ de Dominik Solanke.
“Quando as coisas não correm bem de acordo com o planeado, eu percebo, por vezes, a reação. Obviamente, dói. Dói muito. Não é uma coisa simpática de se passar, mas, por vezes, tens de passar por isso, é o que é”, começou por afirmar o próprio, perante os jornalistas, em declarações reproduzidas pelo jornal britânico The Sun.
“Eu preocupo-me tanto quanto qualquer pessoa deste clube, por isso, por vezes, podes dizer demasiado, porque acaba por transbordar, mas vem de um bom local, na verdade, e, por isso, eu percebo. Mas, sim, é claro que não é agradável ter de passar por aquilo. Achei que os jogadores lidaram muito, para ser sincero”, afirmou.
“Mesmo antes das alterações, acho que dava para ver que estávamos a começar a parecer-nos mais como nós próprios. Tivemos, apenas, de realizar alterações e tentar refrescar um pouco a equipa, algo do qual beneficiámos e fez a diferença”, acrescentou o antigo internacional inglês, de 45 anos de idade.
“Não estou satisfeito com a quantidade de pontos que temos, é claro”
Feitas as contas, com este resultado, o Manchester United passou a somar seis pontos, o que o deixa na 12.ª posição da Premier League, com apenas três pontos de vantagem, precisamente, sobre o Tottenham, a equipa que mora imediatamente abaixo da ‘linha de água’. Uma situação que, assumiu Michael Carrick, está longe de ser a ideal.
“Não estou satisfeito com a quantidade de pontos que temos, até ao momento, é claro. Não há como me esconder disso. Penso que poderia ter sido diferente, por um par de coisas, aqui ou ali, mas a realidade é a realidade, e temos de aceitá-la, como sabem. Temos de colocar as coisas numa direção positiva bastante rapidamente, isso é claro”, refletiu.
“É claro que conseguimos fazê-lo, somos mais do que capazes de o fazer. Temos apenas de ser um pouco mais espertos, em determinados momentos, e um pouco mais teimosos e fortes em certas coisas, mas estivemos em boas posições, por vezes. Por outras, não estivemos tão bem”, completou o timoneiro dos red devils.
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