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Montenegro apela ao fim da conjuntura que leva à insensatez da subida do preço do petróleo

Montenegro apela ao fim da conjuntura que leva à insensatez da subida do preço do petróleo

O primeiro-ministro condenou hoje a conjuntura internacional “difícil” que leva à insensatez da subida do preço do petróleo, que tem “penalizado as economias e as pessoas”, pedindo o seu fim.
“Nós temos de resolver esta questão (…) nas próximas semanas, nos próximos tempos, esta insensatez de estarmos a penalizar as economias e as pessoas, de uma forma geral, de que ninguém está a tirar partido, e resolver este impasse”, afirmou Luís Montenegro.
O chefe do Governo falava na cerimónia que assinalou o centenário do município de São João da Madeira, em Aveiro, celebrado na Casa da Criatividade.
O governante aludiu a esse contexto e à “incerteza que acarreta” para apontar ao “efeito que está a ter no abastecimento de bens essenciais, em particular nos combustíveis, cujo preço sobe de uma forma insensata”.
“Porque não há nenhuma economia no mundo que não esteja a sofrer algum efeito do aumento do preço do petróleo, e por via disso, dos combustíveis, e muitos outros produtos cujo preço é inflacionado” pelo custo do transporte, atirou.
“Aqui, em São João da Madeira, quero evocar o princípio de não desperdiçarmos a força de ninguém, valorizarmos a força de todos. É isso que tem estado, e eu quero que esteja, nesta semana em que apresentámos o Orçamento do Estado, mais ainda, na visão da sociedade portuguesa, num tempo que nós sabemos que é um tempo extraordinariamente difícil. É um tempo muito difícil, fruto da instabilidade que sentimos no panorama internacional”, lembrou.
Resolver a questão dos combustíveis não será suficiente, uma vez que “há outros fatores de instabilidade”, das “guerras políticas, geopolíticas, e comerciais”. “Não podemos deixar-nos ir abaixo, não podemos fraquejar perante a dificuldade”, comentou.

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