Fundos de investimento perdem 3,1% em setembro para 27,1 mil milhões
O valor sob gestão dos organismos de investimento coletivo em valores mobiliários (OICVM) recuou 3,1% em setembro face ao mês anterior, para 27.146,5 milhões de euros, enquanto os fundos de investimento alternativo (FIA) registaram uma quebra de 9%, para 1.072,4 milhões de euros.
De acordo com os dados divulgados pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o património gerido pelos OICVM (fundos de investimento) diminuiu 874,7 milhões de euros face a agosto, refletindo a evolução dos mercados e das carteiras dos fundos.
No que respeita à composição dos investimentos, as aplicações em ações de emitentes nacionais cresceram 3,7% em setembro, enquanto as posições em ações estrangeiras recuaram 1,1%. Já o investimento em dívida pública aumentou 7,3% nos títulos nacionais e 0,6% nos estrangeiros. Em sentido contrário, o valor aplicado em obrigações caiu 6% nos emitentes nacionais e 8,2% nos estrangeiros.
Entre os títulos portugueses, a Jerónimo Martins manteve-se como a empresa com maior peso nas carteiras dos fundos, representando 13,3% do montante total investido, após uma valorização mensal de 2,2%. Seguiram-se a Galp Energia, cujo valor nas carteiras recuou 0,1%, e a EDP, que registou um aumento de 7,2% face a agosto.
No investimento em ações da União Europeia, os títulos mais representativos nas carteiras dos fundos foram os da Schneider Electric, Siemens e Ferrari. Fora da União Europeia, destacaram-se Microsoft, Alphabet e Apple.
Por países, a Alemanha foi o principal destino das aplicações dos OICVM, concentrando 25,2% do total investido. Os Estados Unidos surgiram na segunda posição, com 16,7%, seguindo-se o Luxemburgo, com 10,9%. Portugal absorveu 7,7% das aplicações dos fundos.
No mercado da gestão de ativos, a Caixa Gestão de Ativos manteve a liderança, com uma quota de mercado de 31,1%, seguida da IM Gestão de Ativos, com 23,3%, e da Santander Asset Management, com 14,5%.
Durante setembro foram lançados seis novos fundos de investimento. Três deles são geridos pela Optimize Investment Partners, nomeadamente os compartimentos Optimize Portugal 80-A e Optimize Portugal Corporate Bond, integrados no Optimize Portugal Golden Opportunities Fund, bem como o Optimize PPR/OICVM Pé de Meia. Entraram também em atividade os fundos Oxy Capital Magellan Q3-2026 e Oxy Capital Magellan, geridos pela Oxy Capital, e o Sixty Degrees Revolver, gerido pela Sixty Degrees.
No mesmo período, foi liquidado o fundo Santander Carteira Alternativa, gerido pela Santander Asset Management, e concretizada a fusão do fundo GNB Obrigações 2026, 2.ª Série no GNB Obrigações 26-29, ambos geridos pela GNB Gestão de Ativos.
Share this content:


Publicar comentário