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“Batoteiros”? Rúben Dias responde: “Não gostam que Manchester City ganhe”

“Batoteiros”? Rúben Dias responde: “Não gostam que Manchester City ganhe”

Rúben Dias foi o jogador eleito, esta terça-feira, para comparecer ao lado do treinador do Manchester City, Enzo Maresca, na conferência de imprensa de antevisão ao encontro ‘cabeça de cartaz’ da segunda jornada da fase de liga da Liga dos Campeões, contra o Paris Saint-Germain, onde o tema foi, claro está, o facto de o clube ter sido culpado de ter cometido 114 das 115 violações aos regulamentos financeiros da Premier League de que estava acusado.
 
Confrontado com tudo aquilo que tem vindo a ser dito a propósito desta polémica, o internacional português foi perentório: “Passa-nos mesmo ao lado. Sim, há muito ruído e é quase impossível evitar ver algumas coisas, mesmo que estejamos tão fechados quanto possível, a viver as nossas próprias vidas”.
“No telemóvel, é quase impossível evitar tudo, mas sinto que também somos muito bons a focar-nos no nosso trabalho, na nossa tarefa, a fazermos as coisas bem feitas, a aproveitar ao máximo, a sentirmo-nos felizes sempre que vamos trabalhar… As nossas cabeças estão só lá, nas coisas que podemos controlar, nas coisas que sempre fizemos e em desfrutar muito. Temos total confiança no clube. Confiamos no clube e adoramos ganhar”, atirou.
“Quando a notícia saiu, sentimos que teríamos de ter uma conversa, quando voltássemos. Assim o fizemos, apenas para estarmos todos em sintonia e, obviamente, esclarecidos sobre a nossa paz de espírito, e seguimos em frente, a partir daí. Obviamente, aconteceu numa altura em que não estávamos juntos, mas entrámos em contacto rapidamente e encontrámos calma para seguir em frente”, acrescentou.
“Adeptos apoiaram-nos, e vamos lutar por eles, sempre, até ao final”
Questionado se foi esta circunstância que levou a que, no passado fim de semana, os citizens festejassem de maneira tão efusiva a vitória conquistada na deslocação a Anfield, sobre o Liverpool, por 0-3, no tão aguardado embate da sexta ronda da Premier League, o internacional português confessou que foi uma “mistura” de aspetos.
“Foi ótimo, um fantástico apoio dos nossos adeptos. Apoiaram-nos, e vamos lutar por eles, sempre, até ao final. Foi, obviamente, uma sensação especial conquistar aquela vitória, num ambiente tão difícil e também sendo o primeiro jogo depois de uma pausa internacional, que, por norma, é difícil”, refletiu.
“Sinto que, acima de tudo, todos nós sabemos que, nos últimos anos, não foi fácil conquistar os três pontos, em Anfield. Essa foi, definitivamente, a razão principal, porque, no final, estamos aqui pelos pontos, estamos aqui para conquistar competições. É, sem dúvida, o ponto principal nas nossas mentes”, acrescentou.
“As pessoas não gostam que nós ganhemos”
Finalmente, questionado sobre os cânticos de “Batoteiros” de que os companheiros de equipa foram alvo, perante os reds, o jogador formado no Benfica não se ficou: “Eu sinto que, quando te constróis enquanto jogador, constróis-te contra qualquer tipo de ruído, seja aquele de que falou, seja de qualquer outro tipo. Pessoalmente – e sinto mesmo que estou a falar por todo o grupo – estamos muito calmos”.
“Confiamos no clube. Estamos muito calmos e muito focados em desfrutar do futebol. Sabemos a equipa que temos, queremos aproveitá-la ao máximo, queremos vencer, e isso é a única coisa que nos passa pela cabeça. Se há mais ou menos ruído, ou seja qual for a razão do ruído, no final, é sempre a mesma coisa, porque as pessoas não gostam que nós ganhemos, e nós adoramos ganhar”, concluiu.
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