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JPMorgan Chase: lucro de 15,3 mil milhões no terceiro trimestre fica abaixo das estimativas

JPMorgan Chase: lucro de 15,3 mil milhões no terceiro trimestre fica abaixo das estimativas

O JPMorgan Chase & Co. (JPM) divulgou esta terça-feira os resultados do terceiro trimestre, com um lucro líquido de 15,31 mil milhões de dólares (13,75 mil milhões de euros), o que representa uma subida de 6% face ao período homólogo do ano anterior, e uma receita reportada de 50,2 mil milhões de dólares (44,9 mil milhões de euros), um avanço de 8% em termos anuais.
O lucro por ação ajustado situou-se nos 5,75 dólares, abaixo da estimativa de consenso de 5,94 dólares, enquanto a receita gerida (managed revenue) atingiu os 50,9 mil milhões de dólares, também aquém dos 51,22 mil milhões esperados pelo mercado.
As ações do maior banco dos Estados Unidos recuavam 2,8% no pré-mercado após a divulgação.
O desempenho foi pressionado sobretudo pela área de negociação de rendimento fixo, divisas e commodities (FICC), cuja receita totalizou 5,37 mil milhões de dólares, 10,5% abaixo da estimativa de 6,0 mil milhões. A receita de banca de investimento ficou nos 3,1 mil milhões de dólares. Já o Commercial & Investment Bank (CIB) registou um lucro líquido de 8,25 mil milhões de dólares, uma subida de 20% face ao ano anterior. O Consumer Banking avançou 13%, com um lucro de 5,67 mil milhões de dólares, e a divisão de Asset & Wealth Management reportou 1,84 mil milhões de dólares, um crescimento de 11%. As provisões para perdas de crédito recuaram 19%, para 2,74 mil milhões de dólares.
Nos nove primeiros meses de 2026, o lucro líquido acumulado do JPMorgan Chase somou cerca de 52,95 mil milhões de dólares (47,36 mil milhões de euros), considerando os resultados dos três primeiros trimestres (aproximadamente 16,5 mil milhões no primeiro, 21,2 mil milhões no segundo e 15,3 mil milhões no terceiro). A receita reportada acumulada no período aproximou-se dos 157,4 mil milhões de dólares.
O CEO Jamie Dimon diz que a economia dos EUA permanece sólida, sustentada por investimentos empresariais e gastos do consumidor.
No entanto, taxas de juros em alta, inflação persistente, déficits elevados e tensões geopolíticas representam riscos crescentes.
“Permanecemos preparados para uma ampla gama de resultados”, disse na conferência de imprensa, citado pela Bloomberg.

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