Lufthansa quer novo aeroporto de Lisboa o “mais cedo possível”
A Lufthansa já está de olhos postos no novo aeroporto de Lisboa. Candidata à privatização da TAP, a companhia aérea alemã defendeu hoje a conclusão da infraestrutura o “mais cedo possível”.
A infraestrutura em Lisboa vai crescer à medida das necessidades do setor, sublinhou hoje o vice-presidente-executivo Tamur Goudarzi Pour da Lufthansa em Lisboa.
“Isto significa a expansão do aeroporto atual e também o novo aeroporto, o mais cedo possível, porque queremos fazer disto uma história de crescimento”, acrescentou o responsável alemão à margem do ‘World Aviation Festival’ em Lisboa, destacando ser um “grande ator” na capital portuguesa, e também sublinhou a parceria com a TAP na Star Alliance há 20 anos.
Questionado sobre o processo de privatização da TAP rejeitou fazer comentários.
O aeroporto Humberto Delgado movimenta atualmente 36 milhões de passageiros. Com um investimento superior a 300 milhões de euros, o Governo acredita que poderá chegar aos 42 a 45 milhões, acomodando pelo menos mais 10 milhões, o que garante a operação até à entrada em funcionamento do novo aeroporto.
O ministro das Infraestruturas Miguel Pinto Luz admitiu recentemente que o novo aeroporto de Lisboa pode arrancar em 2034, um cenário mais ambicioso do que o estimado pela ANA – Aeroportos de Portugal: 2037.
O Governo vai anunciar o vencedor da privatização da TAP na quarta-feira, 14 de outubro. O executivo realiza um Conselho de Ministros amanhã para aprovar a venda, com o anúncio ao país a ser esperado ao início da tarde, sabe o Jornal Económico.
Na corrida estão a alemã Lufthansa e a franco-neerlandesa Air France-KLM.
As propostas melhoradas para 44,9% da TAP superam os mil milhões de euros. Isto significa que avaliação dos 100% da companhia aérea portuguesa superam os dois mil milhões de euros, revelou recentemente a “Bloomberg”.
O Governo disse esta terça-feira que quer um parceiro com “capacidade de investimento” para a TAP. A declaração tem lugar na reta final do processo de privatização, com o vencedor a ser anunciado na quarta-feira, 14 de outubro, sabe o JE.
“No último ano lançamos o processo de privatização da TAP, Hoje, um ano mais tarde, estamos a aproximar-nos muito rapidamente da conclusão do processo”, começou por dizer esta quarta-feira, o secretário de Estado das Infraestruturas.
“O nosso objetivo não é apenas completar a privatização. É trazer um parceiro estratégico com escala, capacidade de investimento e presença internacional para ajudar a TAP a desenvolver-se como parte de um grande grupo aéreo”, segundo Hugo Espírito Santo em discurso esta terça-feira, 13 de outubro, no ‘World Aviation Festival’ em Lisboa.
“Para ajudar a TAP a reforçar a sua competitividade, para ajudar a TAP a expandir o seu contributo à conectividade de Portugal e à sua economia”, acrescentou.
“Vamos anunciar em breve a nossa decisão, um pilar-chave para o futuro da aviação no país e uma nova oportunidade vai surgir para a TAP”, concluiu.
Depois de escolhido o vencedor, o Conselho de Ministros terá de aprovar os instrumentos contratuais, como o contrato de compra e venda de ações e o acordo parassocial. Depois, a operação ainda terá de obter a luz verde da Direção-Geral da Concorrência (DGComp) da Comissão Europeia.
A privatização da TAP só estará concluída em 2028. Com a escolha do vencedor prevista para este mês, o ministro das Finanças prevê que a autorização da Direção-Geral da Concorrência (DGComp) da Comissão Europeia tenha lugar no espaço de 18 a 24 meses.
O alívio esperado nas necessidades de dívida com a venda da TAP, só terá efeito nas contas de 2028.
“O Governo irá tomar uma decisão este mês sobre quem venceu, se a Air France-KLM, se a Lufthansa”, começou por dizer o ministro das Finanças na quinta-feira, 8 de outubro.
Depois, o processo vai para junto da DGComp da Comissão Europeia e “esse processo poderá demorar entre 18 a 24 meses”, com o governante a prever que a conclusão do negócio tenha lugar em 2028 e que o impacto na dívida do Estado, com menos necessidades de financiamento, a ter lugar somente nas contas desse ano.
Basicamente, Bruxelas quer garantir que a fusão da TAP com outra companhia aérea não crie uma concentração excessiva de rotas da mesma companhia. A Comissão poderá impor remédios, como redução de voos em certas rotas, para garantir que aprova a operação.
Para a TAP voar mais alto, o negócio vai ter de passar no crivo da comissária europeia da Concorrência, a espanhola Teresa Ribera.
Air France-KLM e a Lufthansa entregaram há duas semanas as propostas melhoradas pela TAP para a compra de 44,9% do capital da companhia aérea.
A Parpública vai proceder à “elaboração de um relatório descritivo das melhorias apresentadas, determinando o seu mérito final absoluto, remetendo o mesmo aos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e do transporte aéreo”.
“São cerca de 15 dias para tomar a decisão, até meados de outubro”, disse o ministro das Infraestruturas Miguel Pinto Luz recentemente.
O governante destacou o acordo parassocial e o governo de sociedade como mecanismos que vão permitir manter a gestão global nas mãos do Estado, com a gestão corrente da empresa nas mãos de privados. “Vários mecanismos existirão, a gestão é pública, não abdicaremos”.
Miguel Pinto Luz destacou que a preferência do Governo era privatizar a maioria da companhia, mas que o “consenso parlamentar” foi no sentido de privatizar uma posição de 49,9%.
Na oferta final, ambas as candidatas melhoraram as suas propostas em dinheiro. Tendo em conta o que já tinha sido oferecido antes, mais a oferta melhorada, isto significa que a Lufthansa apresentou a sua oferta toda em dinheiro, com a Air France-KLM a apresentar uma oferta híbrida: ‘cash’ e troca de ações, revelou o JE a 2 de outubro.
As regras preveem a possibilidade de propostas em dinheiro, mas também em ações das companhias interessadas. Isto é, o vencedor pode fazer a oferta toda em ações ou toda em ‘cash’. Mas, o que conta no final é o valor total financeiro da oferta, quer ela seja só em ‘cash’, ou só em ações, ou um mix das duas.
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