OPEP: produção de petróleo dos países do Golfo Pérsico sobe 5% em setembro
Os cinco países da OPEP do Golfo Pérsico, incluindo os Emirados Árabes Unidos, aumentaram em 5,26% a produção de petróleo em setembro face ao mês anterior, graças ao impulso da Arábia Saudita e do Iraque, foi hoje anunciado.
No relatório mensal hoje divulgado, a OPEP (Organização de Países Exportadores de Petróleo) precisa que os aumentos da Arábia Saudita e do Iraque em setembro compensaram as fortes quedas do Irão (-4,8%) e do Kuwait (-7%).
Os números hoje anunciados, de fontes independentes usadas pela OPEP, triplicam a percentagem de aumento já registado entre julho e setembro, e confirmam o Iraque como o país que mais aumenta a produção, 10%.
Por outro lado, o Irão somou uma nova perda e as suas extrações de 1,95 milhões de barris de petróleo por dia em setembro são já 37% inferiores às registadas em janeiro, antes da guerra iniciada pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel e que causou problemas ao transporte de petróleo pelo estreito de Ormuz.
No total, os países da OPEP produziram em setembro 25 milhões de barris por dia, quase mais 4% do que no mês anterior, incluindo os dados dos Emirados Árabes Unidos, que abandonaram o cartel em maio passado.
A Venezuela registou um novo aumento, de 17.000 barris diários, da sua extração, para 1,150 milhões de barris por dia, mais 40% do que no início do ano.
A aliança OPEP+, formada pelos 11 países e outras dez grandes potências petrolíferas (que incluem Rússia, México e Cazaquistão) extraiu conjuntamente em setembro mais 2,3% do que no mês anterior, para um total de 39 milhões de barris por dia, que, somados a outros tipos de hidrocarbonetos, representam 44% da procura mundial.
No relatório, a OPEP afirma que o receio dos problemas de fornecimento e as dificuldades de trânsito pelo estreito de Ormuz encareceram o barril de referência da OPEP em 28%, para um preço médio de 110,59 dólares.
O petróleo Brent, referência na Europa, e o Texas norte-americano também subiram 15% e 16%, respetivamente.
A OPEP mantém inalterada no relatório a estimativa de um crescimento da economia mundial, de 3% para 2026 e de 3,2% para 2027, e até sobe a previsão de consumo de petróleo para o ano que vem.
No seu relatório do mês passado a OPEP fixou em 108,19 milhões de barris por dia o consumo de petróleo global para 2027, valor que na análise de hoje sobe ligeiramente, para 108,28 milhões de barris por dia, mais 2,4% do que as previsões de consumo para o ano em curso.
A China e a Índia são, novamente, os países onde a procura mais sobe proporcionalmente.
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