Wall Street fecha em queda na estreia dos resultados dos bancos
Wall Street fechou esta terça-feira, 13 de outubro de 2026, ligeiramente negativa. O S&P 500 terminou praticamente estável em 7.805,45 pontos, com uma queda mínima de cerca de 0,02%, ficando perto da neutralidade e ligeiramente abaixo do máximo histórico recente. O Dow Jones Industrial Average recuou 180,45 pontos, ou cerca de 0,3%, para 51.670,10 pontos. O Nasdaq Composite desceu 41,52 pontos, equivalentes a aproximadamente 0,2%, e fechou nos 27.204,38 pontos.
Já o índice Russell 2000, que agrupa empresas de menor dimensão, caiu 0,4% para 2.783,37 pontos.
O mercado foi marcado pelo início da temporada de resultados do terceiro trimestre, com resultados mistos dos grandes bancos, e por uma pressão contínua sobre as ações de chips de memória, que pesaram especialmente no Nasdaq.
O S&P 500 acabou por fechar perto da neutralidade depois destes resultados bancários e da queda das ações de semicondutores, com movimentos relativamente contidos ao longo do dia, embora com algumas oscilações intradía. Os índices mantêm-se próximos dos máximos históricos recentes e continuam a registar ganhos anuais significativos.
Os movimentos de mercado foram relativamente contidos (com algumas oscilações intraday), mas o setor tecnológico (especialmente semicondutores) pesou mais no Nasdaq, enquanto o Dow sofreu mais com alguns componentes individuais.
Resultados dos grandes bancos abrem a temporada de resultados
Esta terça-feira os quatro maiores bancos dos EUA reportaram os seus números do terceiro trimestre, com um desempenho globalmente sólido, mas com diferenças notáveis entre as instituições.
O Goldman Sachs revelou que as receitas de trading de ações dispararam 72% face ao ano anterior, um recorde para um terceiro trimestre consecutivo. O banco superou com folga as projeções de lucro e receita. O lucro foi de 5,3 mil milhões de dólares.
O Citigroup superou as expectativas, registando o seu melhor terceiro trimestre em pelo menos uma década, com destaque para o forte desempenho na negociação de renda fixa.
O Wells Fargo bateu nas estimativas de lucro (5,95 mil milhões de dólares), mas ficou ligeiramente abaixo no que toca às receitas.
Por fim o JPMorgan Chase, maior banco americano em ativos, reportou um lucro por ação ajustado de 5,75 dólares, abaixo dos 5,90 projetados, um “tropeço raro” para a instituição. As receitas de renda fixa caíram 4% em termos homólogos.
Apesar dos bons resultados, os CEOs deixaram avisos sobre os riscos futuros. Jamie Dimon, CEO do JPMorgan, alertou para “grandes défices orçamentais, uma inflação persistente, preços dos ativos elevados, taxas de juro em subida e condições geopolíticas em mudança”.
Na macroeconomia, os dados recentes do mercado de trabalho americano vieram mais fracos do que o esperado, com a criação de apenas 29 mil postos de trabalho em setembro. Este dado “arrefeceu” as expectativas de um novo aumento das taxas de juro pela Reserva Federal já em outubro. Apesar disso, alguns responsáveis da Fed continuam a admitir a possibilidade de um novo aumento até ao final do ano.
A situação no Médio Oriente continua a ser um foco de instabilidade, com relatos de ataques a infraestruturas na Arábia Saudita e a navios na região do Golfo Pérsico. Há ainda o acordo de diesel entre EUA e Rússia. O presidente norte-americano Donald Trump anunciou recentemente um entendimento para a exportação de mais de 300 mil toneladas iniciais de diesel russo (com lotes adicionais previstos), levando a uma suspensão temporária parcial de sanções dos EUA sobre derivados de petróleo russos para tentar conter a alta dos preços dos combustíveis globais.
O Brent recua 0,14% para 106,5 dólares e o crude WTI sobe 1,27% para 94,93 dólares.
O Morgan Stanley aumentou a sua previsão para o preço do Brent no 4º trimestre de 2026 de 100 dólares para 105 dólares por barril.
O Morgan Stanley aumentou também a sua previsão para o preço do Brent no 1º trimestre de 2027 de 95 dólares para 100 dólares por barril.
No plano comercial, os EUA e a China acordaram uma pausa de dois meses na imposição de tarifas mais elevadas, que estava prevista expirar a 10 de novembro. A medida traz alívio temporário, mas as empresas continuam a pedir uma solução de longo prazo para a relação comercial entre as duas maiores economias do mundo.
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