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EUA: Inflação volta a subir em setembro com preços dos combustíveis a dispararem

EUA: Inflação volta a subir em setembro com preços dos combustíveis a dispararem

A inflação nos EUA voltou a subir em setembro e acima das expectativas do mercado, impulsionada por um forte disparo nos preços da energia, sobretudo dos combustíveis. O índice de preços no consumidor (IPC) subiu 3,7% em termos homólogos e 0,6% em cadeia, ou seja, voltando a acelerar em relação ao mês anterior.
Os dados divulgados esta quarta-feira, 14 de outubro, pelo Departamento de Estatísticas do Trabalho apontam para uma inflação homóloga de 3,7%, o que fica marginalmente acima das projeções dos analistas. Em cadeia, os 0,6% registados correspondem à mediana das previsões dos economistas consultados pelo Dow Jones, sendo também o valor mais alto em cinco meses.
A energia continua a dificultar a vida das famílias e empresas norte-americanas, voltando a acelerar em relação a janeiro. A gasolina subiu 34,2% em termos homólogos, acima dos 27,4% de agosto, enquanto o fuelóleo, mais associado à indústria, saltou de 52% para 74,2% em setembro.
Em cadeia, os preços da gasolina subiram 9,1%, perfazendo mais de metade da subida da inflação em comparação com o mês anterior.
Em sentido inverso, a componente alimentar abrandou de 2,7% para 2,5%. Descartando energia e alimentação, as duas categorias tipicamente mais voláteis do cabaz de consumo do IPC, a inflação subjacente acelerou de 2,4% para 2,6%, interrompendo dois meses consecutivos de descidas e contrariando a expectativa de uma leitura de 2,5%.
De referir, contudo, que o IPC não é a medida de referência da Reserva Federal para avaliar a pressão nos preços. Ainda assim, é expectável que esta leitura volte a reforçar as probabilidades implícitas de mercado a nova subida dos juros na reunião de política monetária deste mês, algo que já se começa a observar via FedWatch Tool.
De acordo com a ferramenta de monitorização dos futuros da Fed, o mercado está atualmente dividido entre uma subida de 25 pontos base (pb) e uma reunião sem mexidas em outubro. No dia anterior, a probabilidade de uma subida estava em apenas 22%.
Nas últimas semanas, várias figuras com direitos de voto no banco central têm vindo a público defender alguma calma na condução dos juros diretores, argumentando que há margem de manobra para aguardar e ver como evolui a economia. No entanto, é expectável que o mercado ajuste agora novamente em alta, sendo que os investidores continuam a manter como cenário base mais duas subidas até final do ano.

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