Petróleo sobe 0,7% e ultrapassa 106 dólares por barril
O barril de petróleo Brent subia, esta quarta-feira, à tarde 0,7% e ultrapassava os 106 dólares, enquanto o mercado continua atento à situação no Médio Oriente, onde a Arábia Saudita informou sobre ataque contra a sede da petrolífera Aramco.
O Brent, o petróleo de referência na Europa, subia 0,68%, para 106,41 dólares por barril no mercado de futuros de Londres. Durante a sessão, oscilou entre um máximo de 107,15 dólares esta madrugada e um mínimo de 105,21 dólares pouco antes do meio-dia.
O West Texas Intermediate (WTI), de referência nos Estados Unidos, registava uma subida de 1,34%, para 95,4 dólares.
O preço do Brent recupera após ter fechado na véspera com uma queda de 0,9%, para 105,69 dólares, apesar da escalada dos ataques na Arábia Saudita e da incerteza em torno da trégua energética entre a Rússia e a Ucrânia.
No Médio Oriente, o mercado está atento aos ataques entre a Arábia Saudita e os rebeldes houthis do Iémen.
A imprensa Saudita indicou hoje que uma fonte do ministério da Energia declarou que, na tarde de terça-feira, um dos edifícios da petrolífera Aramco, em Dhahran, foi alvo de um ataque que provocou um incêndio, sem causar feridos nem vítimas mortais.
O anúncio surge depois de os houthis terem ameaçado lançar uma operação em grande escala contra a sede da empresa, bem como contra uma refinaria em Riade, em resposta aos bombardeamentos em Sanaa por parte da coligação militar liderada pela Arábia Saudita, que intervém no Iémen desde 2015.
A aliança, que apoia o Governo iemenita internacionalmente reconhecido, bombardeou na terça-feira o principal depósito de combustível da capital iemenita, nas mãos dos rebeldes houthis desde 2014.
Por outro lado, a coligação militar liderada pela Arábia Saudita informou, em várias mensagens na rede social X, que intercetou e destruiu mísseis de cruzeiro e drones na região de Riade e nas zonas do sul do país.
O gás natural no mercado dos Países Baixos está a ser negociado, neste momento, a 87,27 euros por megawatt-hora, com uma subida de 0,25%.
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