A carregar agora

Vítor Pereira espreita regresso à Premier League: “Estou à espera…”

Vítor Pereira espreita regresso à Premier League: “Estou à espera…”

Vítor Pereira concedeu, esta quarta-feira, uma extensa entrevista à rádio britânica talkSPORT, na qual deixou bem clara a intenção de regressar ao ativo, na Premier League, sensivelmente, quatro meses depois de ter abandonado o comando técnico do Nottingham Forest, clube que salvou da despromoção ao Championship.
 
O treinador português tem vindo a ser associado, com particular, insistência, ao comando técnico do Fulham, por conta da crescente ‘onda’ de contestação em torno do espanhol Álvaro Arbeloa (que, recorde-se, foi contratado para fazer face à saída de Marco Silva para o Benfica), e, sem falar em destinos em concreto, ‘piscou o olho’ ao futebol inglês.
“A Premier League é o meu foco, e estou a preparar-me o melhor possível para voltar, porque é lá que quero estar. É lá que me sinto desafiado e motivado, e estou à espera da oportunidade de regressar”, começou por afirmar, antes de ‘levantar o véu’ sobre aquilo que tem vindo a fazer, neste período arredado dos relvados.
“Estando ausente do futebol, tive a oportunidade de passar tempo com a minha família e recarregar. Saí um pouco da bolha, da bolha futebolística. Desfrutei da minha cidade, vi os meus amigos, viajei e aproveitei a oportunidade de desligar durante um bocado”, apontou o timoneiro de 58 anos de idade.
“Voltei a estudar o jogo, a ver jogos e a analisar o futebol inglês, que é o futebol que mais me entusiasma, por isso, tenho acompanhado com atenção a Premier League, mantendo debaixo de olho as equipas e tentando perceber as tendências atuais relativamente à maneira como jogam”, completou.
“Olho para mim como sendo um treinador experiente”
Nesta entrevista, Vítor Pereira passou, ainda, a ‘limpo’ a carreira de treinador, até ao momento: “Fundamentalmente, olho para mim como sendo um treinador experiente, com experiência ganha ao longo de diferentes campeonatos e contextos. Sinto que tenho a capacidade e a flexibilidade tática para me adaptar à qualidade dos jogadores que encontro quando chego a um clube”.
“Tento entender as suas qualidades e caraterísticas, aquilo que se sentem mais confortável a fazer, e, depois, construir um estilo de jogo que seja de alta qualidade e taticamente consistente, com base no que encontro. Depois, tem a ver com construir confiança, fazê-los acreditar naquilo que estamos a fazer e naquilo que estamos a construir juntos, e sentir que estamos a criar algo de sólido e forte, enquanto grupo”, refletiu.
“Procuro unir toda a gente no clube, ao dar-lhes responsabilidade e acreditando neles, para que sintam verdadeiramente que são importantes para o projeto e para aquilo que estamos a construir. Também é importante unir os adeptos, deixando-os entusiasmados, com bom futebol, daquele em que sentes mesmo que os jogadores estão a jogar com um grande espírito”, prosseguiu.
“Foi isso que eu fiz, nas minhas duas experiência, no Wolverhampton e no Nottingham Forest. Em ambas as vezes, chegámos a esses clubes, obtivemos resultados e alcançámos os nossos objetivos, ao mesmo tempo que praticámos um bom futebol”, concluiu.
Leia Também: Marco Silva deixa saudades e Fulham faz ultimato a Arbeloa

Share this content:

Publicar comentário