MotoGP Portugal 2025 injetou mais de 100 milhões na economia e atraiu fãs de 70 países
O Grande Prémio de Portugal de MotoGP de 2025 gerou mais de 100 milhões de euros no Valor Acrescentado Bruto (VAB) nacional, impulsionado por um público maioritariamente internacional e com elevado nível de despesa, revelou um estudo do grupo de consultoria EY-Parthenon divulgado esta semana.
Segundo o relatório encomendado pela Parkalgar, gestora do Autódromo Internacional do Algarve, o evento desportivo contribuiu com 102 milhões de euros para o Produto Interno Bruto (PIB) português, dos quais 56 milhões de euros foram diretamente injetados na economia regional do Algarve.
A prova disputada no circuito de Portimão registou cerca de 166 mil entradas e atraiu adeptos de 70 países, sendo 40% dos espectadores provenientes do estrangeiro.
O impacto financeiro refletiu-se de forma direta no mercado de trabalho e nas contas públicas portuguesas, com a geração de 2.024 empregos equivalentes a tempo inteiro, 43 milhões de euros em remunerações e 35 milhões de euros em receita fiscal arrecadada pelo Estado. Apenas os gastos diretos dos espectadores foram responsáveis por 94 milhões de euros do VAB total, gerando 1.879 postos de trabalho e mais de 32 milhões de euros em impostos.
O CEO do Autódromo Internacional do Algarve, Jaime Costa, sublinhou que a realização da prova em época baixa permite gerar procura turística num período crítico para a região, ao mesmo tempo que reforça a projeção internacional do destino e beneficia um conjunto alargado de empresas de turismo e serviços.
Embora Portugal tenha representado 60% do total de espectadores, seguido por França com 12% e Espanha com 8%, o estudo destaca o forte apelo da prova em mercados intercontinentais. Entre os visitantes não europeus, sobressaíram os fluxos vindos dos Estados Unidos, do Canadá e do Brasil. O perfil típico do visitante internacional corresponde a um homem francês, com idades entre os 56 e os 65 anos, que viaja acompanhado e adquire bilhete para os três dias do evento, enquanto no mercado interno prevalece o público masculino da região de Lisboa, entre os 46 e os 55 anos.
A permanência média dos visitantes revelou-se determinante para o setor hoteleiro do Algarve, com destaque para os turistas do norte da Europa. Visitantes da Finlândia lideraram o tempo de permanência média com 7,4 noites, seguidos pelos da Dinamarca com 7 noites, do Luxemburgo com 6,7 noites e da Alemanha com 6 noites.
Em termos de despesa média por pessoa, os maiores valores foram registados pelos turistas da Dinamarca, com 3.732 euros, da Suécia, com 2.636 euros, e da Colômbia, com 2.583 euros.
O alojamento e a restauração fora do recinto afirmaram-se como os principais polos de consumo, com médias globais de 438 euros e 326 euros por visitante, respetivamente, impulsionando os municípios vizinhos de Portimão e Lagoa a registar crescimentos hoteleiros muito superiores às suas médias anuais.
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