F1: Alpine é a equipa que mais evoluiu em 2026, Red Bull aproxima-se da Mercedes e só a Haas perdeu ritmo
De acordo com um excelente trabalho de análise dos especialistas do Formula1.com, a Alpine foi a equipa que mais evoluiu desde o arranque da temporada de 2026 de Fórmula 1. Segundo uma análise de dados publicada pelo F1.com, o carro ganhou 1,03 segundos entre os Grandes Prémios da Austrália e de Singapura. A Haas é a única equipa que perdeu rendimento. A Mercedes mantém-se como referência, com 134 pontos de vantagem sobre a Ferrari.
Evolução do carro ao longo da temporadaDe acordo com o F1.com, a Alpine reduziu a desvantagem para a equipa mais rápida de mais de 1,5 segundos para quase 0,5 segundos. A Red Bull é a segunda equipa que mais progrediu, com 0,62 segundos recuperados, o que a deixa próxima da Mercedes. Ferrari e McLaren melhoraram 0,43 segundos cada.
A Ferrari surge agora ligeiramente à frente da McLaren no gráfico. Isso não significa que seja a equipa mais rápida, porque os valores medem apenas a diferença recuperada e pressupõem que todos conseguem a volta ideal quando é necessário. A conclusão é que Mercedes, Ferrari e Red Bull estão próximas em qualquer fim de semana, com o desempenho a variar consoante o circuito.
Na zona traseira, a Aston Martin ganhou 0,50 segundos e a Cadillac 0,37 segundos, mas ambas continuam atrás da Williams, que recuperou apenas 0,18 segundos apesar dos grandes pacotes de atualizações. A Audi está cerca de duas décimas mais rápida do que no início do ano, mas, tal como a Racing Bulls, permanece a mais de um segundo da Mercedes. A Haas perdeu 0,21 segundos.
QualificaçãoA Mercedes conquistou 11 das 17 pole positions disputadas, seis delas com Kimi Antonelli, mais uma do que George Russell. Foi a equipa mais rápida em ritmo de qualificação ideal, isto é, somando os melhores sectores, em 13 provas, mas a equipa desceu na ordem nas provas mais recentes.
Na Malásia, Max Verstappen fez a pole e obteve a maior vantagem sobre a Mercedes em toda a temporada. Antonelli e Russell foram quarto e oitavo, respetivamente. A Red Bull passou de uma desvantagem superior a 1% para a Mercedes no Japão a ser mais rápida do que Mercedes, Ferrari e McLaren na ronda 16.
A Ferrari desperdiçou oportunidades. Em Singapura, Lewis Hamilton e Charles Leclerc tinham quase 0,2 segundos de vantagem sobre os restantes em volta ideal, mas não os conseguiram ‘juntar’. Verstappen fez a pole, embora a sua volta ideal fosse inferior à da Ferrari, que continua sem pole em 2026.
A McLaren foi a mais irregular dos quatro primeiros. O MCL40 teve o melhor ritmo quando Lando Norris voltou à pole na Hungria e nos Países Baixos, mas sofre de um déficit de velocidade em reta, que o F1.com associa ao declínio da equipa após a vitória de Norris em Madrid.
Meio da tabelaA Racing Bulls é a melhor das restantes equipas, mas teve uma qualificação irregular. Os melhores momentos foram Barcelona, Bélgica e Itália, com um piloto no Q3, e a Áustria, com dois. Teve quebras em Espanha e Baku, tal como a Alpine.
Em Monza, Pierre Gasly conseguiu a primeira pole da carreira. O francês beneficiou do ritmo da Alpine em condições de baixa carga aerodinâmica e de um duplo efeito de aspiração em todas as retas, no Q3. A Mercedes foi mais rápida em ritmo puro, mas os seus pilotos foram surpreendidos por um erro de Verstappen na entrada para a Curva 1.
A Audi teve o auge em Barcelona, onde Nico Hulkenberg e Gabriel Bortoleto foram nono e 12.º, e em Itália. A Haas aproximou-se do melhor ritmo da época em Monza. Antes disso, só na China, onde teve o sexto melhor ritmo e Ollie Bearman chegou ao Q3. Mónaco, Hungria e Bahrein foram as piores qualificações da equipa, cuja irregularidade reflete as “inconsistências” de que os pilotos se queixaram.
A Williams desceu gradualmente na primeira metade do ano e caiu na Hungria, quando a Aston Martin levou 16 atualizações. Recuperou algum ritmo com novidades em Baku. A Aston Martin chegou a ficar significativamente abaixo de todas durante cinco provas na Europa, voltou a perder rendimento em Itália e tem recuperado desde então, tendo voltado a ficar à frente da Cadillac. Esta reduziu a desvantagem para a Mercedes de mais de 5%, na abertura, para menos de 3%, na Bélgica.
Ritmo de corridaA análise exclui o Grande Prémio do Mónaco, por não permitir explorar o ritmo total. A Mercedes lidera, mas com menos margem do que na qualificação. McLaren, Ferrari e Red Bull mostraram que podem superá-la, sem executarem sempre na perfeição. Com melhor execução, a Mercedes teria nove vitórias em vez das 11 atuais.
Em Miami, a McLaren teve a sua ronda mais pontuada e o melhor ritmo ótimo de corrida, mas Antonelli venceu. A Ferrari concretizou as vitórias em Barcelona e na Grã-Bretanha, antes de perder terreno, em linha com os comentários de Leclerc. Em Singapura, igualou a Red Bull em ritmo, o que realça a vitória de Verstappen por sete segundos sobre o monegasco.
A Red Bull foi a equipa mais rápida desde a ronda 15, no Azerbaijão, onde Verstappen falhou a vitória por uma margem mínima. Só antes foi a mais rápida na Áustria, após um grande pacote de atualizações. Contudo, o ritmo necessário para ultrapassar era de cerca de 0,5 segundos por volta para 50% de probabilidade, e a vantagem de Verstappen rondava os 0,4 segundos, pelo que não passou Russell.
Nos Países Baixos, Norris venceu com 11,536 segundos de avanço sobre a Mercedes, após as atualizações aerodinâmicas da McLaren. A Alpine pontuou nas sete primeiras provas, com o ritmo a descer a partir do Japão e mínimo em Barcelona, altura em que a Racing Bulls passou à frente. Saiu de Singapura com o quinto melhor ritmo, o que, segundo o F1.com, deve dar-lhe otimismo na luta pelo quinto lugar do Campeonato de Construtores.
A Racing Bulls tem 32 pontos de avanço sobre a Alpine, mas a Audi foi quem mais reduziu a diferença, com Hulkenberg a pontuar na Sprint e na corrida de Singapura. Nessa prova, a Audi ultrapassou Racing Bulls e Haas em ritmo ideal de corrida. A Haas recuperou, com pontos em Baku e Singapura.
A Williams oscilou muito. Até à ronda 5, no Canadá, evoluía bem, mas caiu em Barcelona, onde Carlos Sainz foi 12.º, a duas voltas do vencedor, e pediu à equipa que “voltasse à prancheta”. As atualizações de Baku não reduziram a desvantagem e o ritmo desceu depois. Em Singapura, aproximou-se de Aston Martin e Cadillac. A Aston Martin, com uma única grande atualização, estreada na Hungria, ficou em geral à frente da Cadillac, exceto no Azerbaijão. A Cadillac progrediu, depois de na Áustria não ter feito voltas suficientes para o ritmo ser calculado.
Campeonato de PilotosAntonelli mantém uma vantagem confortável no campeonato, mas, segundo o F1.com, já houve vencedores de três outras equipas. Subiu ao pódio em 14 provas. Verstappen venceu em Singapura e já ganhou em 27 circuitos.
FOTO MPS Agency
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