Flamengo empata e Jardim atira-se ao árbitro: “Não deixou jogar”
O Flamengo, de Leonardo Jardim, não foi além de um empate, na noite de quinta-feira, na visita ao Estudiantes (0-0), em jogo da 1.ª mão das meias-finais da Taça Libertadores, deixando tudo em aberto para a 2.ª mão.
Numa partida intensa, mas sem golos, a exibição do Flamengo em La Plata ficou longe de ser a melhor, não tendo realizado qualquer remate à baliza.
Do lado do Estudiantes, a eficácia também não foi a melhor, com a melhor oportunidade a surgir ainda na primeira parte, mas Léo Pereira evitou o golo quase em cima da linha.
Nos restante cinco remates enquadrados, o guardião Agustin Rossi foi dando conta do trabalho, com menor ou maior dificuldade.
Na segunda parte, destaque para um lance polémico a envolver Lucas Paquetá, jogador do Flamengo que ficou à beira da expulsão, depois de acertar em Piovi, que se ficou a queixar de uma cotovelada. Os jogadores do Estudiantes rapidamente pediram a expulsão do internacional brasileiro, mas o árbitro optou por mostrar apenas o cartão amarelo.
O nulo manteve-se, assim, até ao final dos 90 minutos e a decisão por uma vaga na final da Libertadores acontecerá dentro de uma semana, quinta-feira (22 de outubro) no Brasil. Antes disso, o Flamengo terá de medir forças com o Bahia, em jogo do Brasileirão, no domingo, no mesmo dia em que os Estudiantes também defrontam o San Lorenzo, numa partida do campeonato argentino.
Jardim promete Flamengo diferente e atira-se ao árbitro
No final da partida em La Plata, Leonardo Jardim mostrou-se muito irritado com o critério adotado pelo árbitro, sublinhando a “agressividade” consentida por Juan Gabriel Benítez.
“Foi um jogo dentro do que esperávamos. Extremamente agressivo. Mais do que competitivo, agressivo. Muito difícil de jogar, vocês viram, muitos contatos… O árbitro permitia agarrar, dar porrada e deixou andar. Para nós, que gostamos de ter a bola, houve dificuldades. O contato não permitia ter a bola mais vezes, mas já sabíamos disso, como o árbitro apitava, o que o adversário pretendia fazer”, começou por dizer o técnico português, citado pela Globoesporte.
“E insisto: o árbitro não deixou jogar. Vi situações que o árbitro nem marcou falta e o adversário agarrava, deitava no chão… Assim é difícil de jogar. Mas só quem esteve lá pode perceber este tipo de situação. Eu acredito que no Maracanã o árbitro vai ser mais rigoroso nesse tipo de situação, porque assim vira rugby”, afirmou Jardim.
Questionado sobre a falta de remates direcionados à baliza, o técnico luso voltou a apontar responsabilidades para… o árbitro.
“Com certeza não rematámos ou atacámos como pretendíamos, também por mérito do Estudiantes. Como falei, muitas vezes fomos anulados com duelos e faltas, e isso matou o jogo. O árbitro foi dar um amarelo só no segundo tempo. Foi difícil jogar. Mas já sabíamos porque já jogamos aqui na fase de grupos. Foi uma luta muito grande, poucas situações de golo dos dois lados, porque é difícil jogar”, finalizou.
Abel mais perto da final
Se o Flamengo tem tudo em aberto, o Palmeiras deu, 24 horas antes, um passo rumo à final da Taça Libertadores, depois de vencer na visita ao Fluminense (2-1). A equipa de Abel Ferreira contou com os golos de Flaco López e Marlon Freitas, ficando em boa posição para ‘arrumar’ com a eliminatória na próxima quinta-feira.
Sem Abel, sem problema. Palmeiras tem um pé na final da Libertadores
Palmeiras bate o Fluminense, no Maracanã, por 1-2, e adianta-se nas meias finais da Taça Libertadores. O treinador português Abel Ferreira cumpriu castigo e não esteve, uma vez mais, no banco de suplentes.
Carlos Pereira Fernandes | 06:59 – 15/10/2026
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