Nvidia e Cisco confirmam doações multimilionárias para o salão de baile da Casa Branca
A construção de um novo heliporto no jardim sul da Casa Branca e do salão de baile da ala leste, que o Supremo Tribunal permitiu temporariamente enquanto os juízes avaliam se a administração tinha autoridade para realizar o enorme projeto sem aprovação do Congresso, continua sob polémica – para além daquela que se instalou a propósito do gosto, considerado por muitos duvidoso.
Gigantes da área da tecnologia como a Nvidia e a Cisco doaram milhões de dólares para o projeto, 25 milhões cada, segundo um relatório do jornal ‘The Washington Post’. Foram algumas das maiores doações da lista, que totalizaram mais de 330 milhões de dólares.
“Como empresa norte-americana, o nosso apoio aos Estados Unidos é fundamental e independente de quaisquer interesses comerciais”, disse um porta-voz da Nvidia à CNBC. “Temos orgulho de poder fazer uma doação para um fundo apartidário que interessa todos os norte-americanos e temos dito isso publicamente desde que a doação foi feita.”
Amazon, Palantir, ServiceNow, Meta Plataformas e Microsoft também fizeram contribuições na casa dos milhões, segundo o Post. Microsoft e Meta recusaram comentar o assunto, enquanto a Cisco e a ServiceNow confirmaram uma doação de cinco milhões de dólares.
“Os negócios da ServiceNow com o governo dos EUA são separados e não têm relação com quaisquer doações que fazemos para qualquer causa”, disse a empresa em comunicado. “Qualquer tentativa de conectar os dois processos é totalmente imprecisa.”
Amazon, Apple, HP Inc, Micron, Palantir, Salesforce e Vast Space, todas listadas como principais doadoras no relatório, não comentaram.
O jornal adiantava que as doações para o salão de baile foram enviadas por meio de um fundo sem fins lucrativos, e os doadores receberam um formulário de compromisso em que endereçarem a doação ao Donald J. Trump Ballroom. Os documentos obtidos pelo jornal identificam 67 contribuições acima de 10 mil euros.
Especialistas têm levantado preocupações sobre a possível influência dessas doações nas decisões políticas ou em qualquer concessão de contratos federais. As empresas de tecnologia têm apoiado a abordagem liberal de Trump em relação à regulação, e algumas empresas garantiram centenas de milhões em contratos de infraestrutura de inteligência artificial e acordos de defesa durante o segundo mandato do presidente. Além disso, líderes de tecnologia como o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, e o CEO da Nvidia, Jensen Huang, têm sido presença constante em jantares e reuniões de Estado em Washington, e foram figuras centrais no almoço da IA na Casa Branca, em 29 de setembro. O assunto tem pelo menos uma vantagem: Trump não disfarça ao que vai.
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