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UBS admite transferir sede para fora da Suíça perante regras de capital mais exigentes

UBS admite transferir sede para fora da Suíça perante regras de capital mais exigentes

O UBS está a preparar cenários de contingência que incluem a transferência da sede para fora da Suíça, caso o país avance com regras mais exigentes em matéria de capital bancário, segundo noticiou o Wall Street Journal (WSJ), numa informação posteriormente avançada pela Reuters.
As alternativas em análise incluem a aquisição de uma instituição financeira norte-americana, uma fusão com um concorrente europeu ou a venda do banco a um grupo dos Estados Unidos, de acordo com fontes citadas pela imprensa internacional. Não existem, no entanto, negociações ativas para concretizar estas operações, segundo fontes ouvidas pela Reuters.
A discussão surge num contexto de tensão entre o maior banco suíço e as autoridades do país sobre as exigências prudenciais que pretendem evitar uma repetição do colapso do Credit Suisse, resgatado pelo UBS em 2023.
O banco suíço, liderado por Sergio Ermotti, considera que as exigências de capital na Suíça já estão entre as mais rigorosas a nível mundial e defendeu que o resultado da votação “não é um compromisso” e não responde às causas do colapso do Credit Suisse.
O plano inicialmente proposto pelo Governo suíço obrigaria o UBS a deter cerca de 20 mil milhões de dólares adicionais em capital ordinário de nível 1 (CET1), sobretudo através de exigências mais rigorosas de capitalização das suas subsidiárias estrangeiras. O banco considera que as medidas prejudicariam a sua competitividade internacional.
A proposta está longe de estar fechada. Em setembro, a câmara alta do Parlamento suíço apoiou uma versão menos exigente do plano governamental, que prevê que as subsidiárias estrangeiras do UBS sejam cobertas em 90% por capital CET1, em vez dos 100% inicialmente propostos. O banco estima que esta versão implicaria cerca de 16 mil milhões de dólares em capital adicional. O diploma segue agora para apreciação da câmara baixa.
A pressão para uma eventual saída da Suíça também vem de alguns investidores. A Artisan Partners defendeu que o banco deveria ponderar a mudança de país caso as novas regras fossem aprovadas, considerando que as exigências propostas penalizariam a competitividade da instituição.
Entretanto, o Reino Unido também procurou atrair o banco. Segundo o Financial Times, a então ministra das Finanças britânica, Rachel Reeves, discutiu com o presidente do conselho de administração do UBS, Colm Kelleher, a possibilidade de transferir a sede jurídica e a cotação das ações para Londres, caso o grupo decidisse abandonar a Suíça.
Apesar das alternativas em análise, a administração do UBS tem manifestado preferência por permanecer na Suíça, desde que seja possível chegar a um compromisso sobre as regras de capital. O presidente executivo, Sergio Ermotti, tem defendido que a permanência no país beneficia tanto a economia suíça como os acionistas do banco.
A eventual saída do UBS teria implicações significativas para o setor financeiro suíço. Além dos custos e da complexidade de transferir a sede de um banco global, a operação poderia levantar questões fiscais e regulatórias, enquanto o UBS mantém uma presença importante no mercado doméstico. A ministra das Finanças suíça, Karin Keller-Sutter, tem também alertado para os custos associados a uma eventual mudança.

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