UEFA não desiste de tirar Infantino da FIFA e olha para Figo como trunfo
A UEFA continua confiante de que vai encontrar o melhor candidato para tirar Gianni Infantino da presidência da FIFA nas eleições que vão acontecer em março de 2027. As recentes polémicas em torno do atual líder da FIFA continuam a dar que falar e são várias as Federações que querem uma mudança no organismo que rege o futebol mundial, com o lote de potenciais candidatos a incluir… Luís Figo.
A Sky Sports avançou esta quinta-feira que a UEFA mantém a intenção de encontrar um candidato capaz de desafiar Infantino, apesar do pedido de desculpas feito pelo dirigente. Nesse sentido, tem procurado um nome com o perfil necessário para reunir o apoio da maioria das federações, estando Luís Figo entre as hipóteses em análise.
O nome do antigo internacional português não é, porém, o único nas contas da UEFA. Também Arsène Wenger, antigo treinador francês de 76 anos, conhecido pela sua longa passagem pelo Arsenal, e Michelle Kang, empresária sul-coreana que faz parte da administração da Eagle Football Group, que detém clubes como Lyon, Crystal Palace ou Botafogo, estão na lista de nomes desejados.
As candidaturas podem ser formalizadas até ao dia 18 de novembro, mas a Sky Sports garante que os potenciais candidatos devem esperar até à data limite para surpreender Infantino.
Figo já se posicionou contra Infantino
O aparecimento de Luís Figo como eventual rival de Infantino, na luta pela presidência da FIFA, não é obra do acaso. Em agosto, o antigo craque português criticou abertamente Infantino, na sequência da fracassada proposta de criação da FIFA Forward Enterprise (FFE), que tinha como objetivo a venda de participações na exploração comercial do Campeonato do Mundo a privados – o que também ditou o ‘divórcio total’ entre FIFA e UEFA.
Através de um artigo de opinião publicado no jornal inglês Daily Mail, Figo arrasava Infantino, acusando o líder da FIFA de falta de transparência e exigindo a sua demissão.
“Podia escrever 10 mil palavras sobre os problemas da FIFA. Mas a solução resume-se a três palavras: Infantino tem de sair. Amo o futebol desde sempre. Fui jogador profissional durante 20 anos e, acreditem em mim, deparei-me com alguns vigaristas ao longo da minha carreira. Mas aquilo que veio a público nos últimos 10 dias representa o comportamento mais baixo, mais enganador e mais cobardemente egoísta a que alguma vez assisti”, começava por escrever.
“O homem que tentaria fazer isso – impondo mudanças tão significativas apenas para enriquecer a si próprio e aos seus amigos – é uma relíquia do passado do futebol e não deveria ter lugar no seu futuro. Se era uma ideia tão boa, por que razão não apresentá-la aos membros quando os reuniu a todos numa sala, antes da final do Campeonato do Mundo? Se era um plano tão sólido, por que razão não se explicou aos membros os riscos, além dos benefícios que diz existir?”, prosseguia.
“Se o plano era assim tão óbvio, por que razão não ser honesto quanto ao facto de que garantiria, no final, um emprego de 30 milhões de dólares por ano? Mas nada disto foi feito. Porque não é uma boa ideia. Não é um plano sólido quando não se é transparente quanto aos retornos exorbitantes que os fundos de investimento privados procuram obter. Não é uma medida arrojada quando não se explica que, uma vez vendida a participação, esta desaparece para sempre e priva-se os sucessores da possibilidade de deterem o Campeonato do Mundo”, concluía.
Infantino já tem (pelo menos) um rival
Infantino, refira-se, encontra-se na liderança da FIFA desde 2016 e já foi reeleito por duas vezes, sendo que em ambas as ocasiões não teve oposição. A última delas remonta a 2023, estando mandatado até 2027.
Infantino já formalizou, entretanto, a sua vontade de se recandidatar àss eleições de março e até já tem um adversário: Ramon Vega. No passado dia 7 de outubro, o antigo jogador suíço, que representou clubes como Tottenham ou Celtic, manifestou a vontade de concorrer contra Gianni Infantino nas eleições para a presidência da FIFA.
“Estou a candidatar-me para reunir a família global do futebol, garantir uma reforma genuína e duradoura, modernizar a FIFA para o século XXI, restaurar a estabilidade e a credibilidade, e reconstruir a confiança que o nosso desporto precisa urgentemente”, afirmava Vega, num comunicado reproduzido pela estação televisiva britânica BBC Sport.
Oficial: Eis o primeiro adversário de Infantino nas eleições da FIFA
Ramon Vega, antigo jogador de clubes como Tottenham ou Celtic, é o primeiro homem a assumir a vontade de concorrer contra Gianni Infantino nas eleições para a presidência da FIFA.
Carlos Pereira Fernandes | 19:42 – 07/10/2026
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