Vida mais complicada do que nunca para Francisco Moura no FC Porto
O FC Porto continua a ‘zeros’, na fase de liga da Liga dos Campeões, por conta da derrota sofrida, na quarta-feira, na deslocação ao Estadio de La Cartuja, ante o Real Betis, por 3-2, numa partida em que esteve a perder (Abde Ezzalzouli desfez o nulo, aos 47 minutos), deu a volta (à ‘boleia’ de Gabri Veiga e Samu Aghehowa) e permitiu a contra-reviravolta (face aos golos de Cucho Hernández e Isco).
Francisco Moura foi, uma vez mais, aposta a titular por parte de Francesco Farioli, mas não foi capaz de dar continuidade aos indicadores positivos deixados, no passado fim de semana, no Estádio dos Barreiros, aquando da vitória alcançada sobre o Marítimo, por 1-2 (neste caso, no âmbito da oitava ronda da I Liga), e acabou por claudicar.
Aos 74 minutos, foi ultrapassado em velocidade por Antony, no lance que culminou no tento da igualdade, e, dez minutos depois, derrubou Ángel Ortiz, provocando a grande penalidade que deu a ‘machadada final’, em Sevilha. Um cenário que deixa o lateral-esquerdo com vida cada vez mais complicada, no Estádio do Dragão.
Os ‘fantasmas’ voltam, desta maneira, a pairar sobre o jogador de 27 anos de idade, que teve uma temporada desportiva de 2025/26 ‘para esquecer’, com uma ‘cascata’ de erros individuais, e que também não entrou propriamente bem em 2026/27, dado o lapso de marcação que deu azo ao remate certeiro de Dinis Pinto, no triunfo perante o Moreirense, por 2-1.
Francisco Moura chegou a estar com ‘um pé’ fora do FC Porto, no passado mercado de transferências de verão, quando foi alvo de abordagens por parte de clubes como Fiorentina, Deportivo da Corunha, Coventry City ou Olympiacos, mas nenhuma delas se concretizou. Um cenário que, no entanto, poderá mudar de figura, já em janeiro.
Farioli dá mais um voto de confiança
Apesar da exibição menos conseguida, na visita ao Real Betis, Francesco Farioli fez questão de confortar Francisco Moura: “É um jogador que vem de um período exigente, de uma segunda metade de época difícil. Nos últimos encontros, fez exibições muito sólidas. Agora, teve um adversário direto bastante complicado e realizou várias ações positivas”.
“Quanto aos últimos dois lances, preciso de tempo para os analisar detalhadamente, mas nunca fui um treinador que coloca a responsabilidade individual sobre os ombros de um único jogador. Não foi o caso esta noite, nem alguma vez será no futuro”, acrescentou, na conferência de imprensa que se seguiu ao apito final, em Sevilha.
Uma postura em tudo semelhante à que já adotara, ante o Moreirense: “O mercado foi muito longo e não foi fácil manter toda a gente ligada. A segunda metade da época passada foi um pouco dura para o Francisco Moura. O verão não foi fácil para ele, na medida em que não lhe trouxe clareza sobre o futuro”.
“Estou feliz por ele ter ficado. Há dois dias conversei muito com ele, porque acredito muito nele. É um jogador que tem muitas das características que eu procuro num defesa, não é fácil encontrar um atleta que tenha o físico dele, mas há coisas que precisa de ajustar”, rematou.
Regresso de Zaidu ameaça Moura
O lugar de Francisco Moura está longe de estar assegurado, especialmente, tendo em conta que Francesco Farioli acaba de ganhar um ‘reforço’ para o lado esquerdo da defesa do FC Porto, como resultado do regresso de Zaidu Sanusi, que foi dado como recuperado de uma lesão muscular no adutor da perna direita.
Martim Fernandes também é opção para a ala canhota, pelo que resta perceber como irá o treinador italiano gerir esta posição, já no encontro da terceira jornada da fase de liga da Liga dos Campeões, contra o PSV, que tem apito inicial agendado para as 20h00 (hora de Portugal Continental) da próxima terça-feira, no Estádio do Dragão.
Leia Também: Tão perto e tão longe. Dragão de duas faces não cospe fogo na Europa
Share this content:


Publicar comentário