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Médio Oriente: Jornalista agredida por colonos israelitas estava perfeitamente identificada

Médio Oriente: Jornalista agredida por colonos israelitas estava perfeitamente identificada

O diário norte-americano ‘Washington Post’ repudiou as evasivas do Governo israelita perante a agressão sofrida esta sexta-feira pela sua fotojornalista Heidi Levine às mãos de um grupo de colonos na Cisjordânia.
Depois de o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ter lançado “sérias dúvidas” sobre o que descreveu como um “enfrentamento”, o editor-chefe do diário, Matt Murray, respondeu nas redes sociais que não existe qualquer tipo de ambiguidade quanto ao que aconteceu a Levine enquanto fazia a cobertura da colheita de azeitonas na localidade cisjordana de Abu Falah.
“Para ficar claro: alguns factos não estão em discussão nem são ambíguos. A nossa fotógrafa estava claramente identificada como imprensa”, afirmou Murray. “Foi claramente agredida. Estas não são declarações partidárias nem ridículas, mas indiscutíveis. Exigimos uma investigação exaustiva e que se prestem contas”, concluiu editor-chefe do diário.
Num vídeo difundido a partir do hospital, a jornalista denunciou uma agressão “brutal” por “pelo menos 50 homens mascarados”.
“Atacaram-me e atiraram-me ao chão. Felizmente, eu estava a usar o capacete, caso contrário, provavelmente nem estaria aqui, porque continuaram a espancar-me, cerca de 50 vezes, e passados uns dez minutos tentaram levantar-me, mas depois atiraram-me novamente ao chão e continuaram a espancar-me”, relatou.
A Associação da Imprensa Estrangeira disse que a jornalista “sofreu ferimentos moderados e foi tratada num hospital local por golpes e ferimentos, alguns penetrantes, por todo o corpo”, antes de acrescentar que “os colonos lhe roubaram o passaporte, o telefone, a carteira e o equipamento” durante os incidentes.

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