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B-Parts quer crescer 23% este ano e aponta para o mercado nórdico

B-Parts quer crescer 23% este ano e aponta para o mercado nórdico

A plataforma portuense de venda de peças usadas de automóveis, B-Parts, tem estado ocupada durante este ano a realizar investimentos e a continuar a sua expansão.
Só este ano, a empresa abriu no mercado polaco, não só para a capacidade de stock diferenciado na Europa de Leste, mas também para diversificar a sua base de fornecedores.
O que começou por ser um mercado com muita fricção e desconfiança é agora um mercado em que a “procura pela peça original usada já não é apenas a alternativa de última instância”, referiu Mariana Martins, head of digital sales & growth na B-Parts. Salientando que o setor está “saudável e recomenda-se”.
A empresa conta com mais de 300 fornecedores em 11países europeus, na sua maioria na Península Ibérica, mas já conta com um nos Estados Unidos. Já no que toca a clientes, a plataforma tem compradores em 180 países, conseguindo cobrir “todos” os atores do setor, desde seguradoras a redes de oficinas, concessionários, rent-a-car e empresas de leasing.
Sendo uma empresa com core maioritariamente ibérico, a grande ambição da plataforma para os próximos anos é “sustentar a entrada nos mercados europeus”, apontou.
Aliado a esta ambição está também o objetivo de continuar a crescer no mercado americano, ao mesmo tempo que assegura a sua aposta no mercado polaco. A empresa está sempre “atenta” a novas possibilidades e novos mercados de expansão, estando os países nórdicos em cima da mesa, contudo, o foco da plataforma “não está tão ligado a mercados geográficos, mas sim ao mercado canal”, explicou.
Um dos investimentos mais recentes da plataforma foi na própria empresa, tendo duplicado a área das suas instalações em Matosinhos e tendo a intenção de aumentar a sua equipa em cerca de 10% até ao final do ano. A empresa tem tido um crescimento de dois dígitos há cinco anos consecutivos, tendo fechado o primeiro semestre deste ano com um crescimento de 20% na faturação, face ao período homólogo, e perspetivando ultrapassar os 80 milhões de euros no final deste ano, depois de terem fechado 2025 com uma faturação histórica de 65 milhões de euros. Contudo, a meta para 2027 já é mais ambiciosa e situa-se nos 100 milhões de euros.
O investimento em pessoal é uma componente que a empresa considera muito importante, e pretende estar “o mais carregada possível de recursos humanos para conseguir atender os nossos clientes de forma ágil e com toda a qualidade que propomos”, declarou. Referindo ainda que a plataforma tem cerca de 1500 produtos a serem comprados diariamente.
Uma das questões pertinentes neste mercado é a segurança e a confiança dos consumidores, para tal a empresa trabalha com a plataforma Safety Gate do sistema da Comissão Europeia. “Acabámos por fazer esta integração para que sempre que há um recall ou sempre que há um processo de averiguação de possíveis falhas de segurança, automaticamente todas as referências originais são suspensas do nosso catálogo”, referiu.
A par desta plataforma, o setor também tem um novo regulamento europeu sobre veículos em fim de vida, que, na opinião de Mariana Martins “reforça algo” em que a plataforma já acreditava. “Por sermos uma plataforma europeia, já tínhamos mercados, nomeadamente França, onde este regulamento já estava assente. Algo local, mas onde já víamos no próprio mercado, bastante maduro, a regular quer as oficinas como todos os atores do setor, e a ter aqui formas de trazer a sustentabilidade para cima da mesa”, explicou.
A sustentabilidade deste setor é cada vez mais importante, “é uma indústria que tem efetivamente necessidade de olhar para dentro e perceber onde é que nós podemos ser agentes sustentáveis”, afirmou.

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